Uma mulher inocente num mundo incoerente.

“Há escuridão em toda parte, em mim há algo maior, uma escuridão que escondo até mesmo do espelho, onde meu reflexo denota minha natureza. Ah, se não me vejo, se me perco em meus sonhos. Em meus cabelos há teias de aranha, cujas pernas peludas são feitas de impurezas. Mas e a luz? A luz também sou eu, a luz está em meu olhar mentiroso, enganador, alimento um animal irracional que me faz ser santa-pureza. Rainha cujo cetro é virado apenas para cima, onde meus lábios profanam liberdade, paz, vida e perfeição. Mas o maior terror de todos esconde entre meus seios. A dor, quero que todos sumam. Oh, porquê isso comigo? Por que não poderia ser bondosa? Fingir me sufoca, tentar parecer que sou boa me enoja. Enoja! Eu quero mais que tudo se esvaíra por entre minhas entranhas. Morram humanos, morram demônios, morram seres, morram monstros. O mundo é de meus filhos, meus filhos que nasceram de mim, meus filhos imperfeitos. Terei o que querei, o mundo será meu, através do meu véu mentiroso, mostrando luz onde não há luz. Serei rainha eterna.”

 

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Me diz, o que você vê?

Mentiras sinceras.

Eu tenho um defeito, qualidade, não sei ao certo. Mas quando eu paro de amar alguém não consigo dizer “eu te amo” nem por mais que tente. É maior que eu, a verdade e o amor. Ele sumiu não há nada que eu possa fazer, nem ao menos fingir. Pode ser que eu tenha fingido até agora, mas daqui pra frente não dá mais, só de pensar em pronunciar tais palavras é algo dolorido, o pior não é mentir pra mim, é mentir pra você. Eu sei que ainda não percebeu, mas até evito falar os teus apelidos carinhos, me desculpe, mas aquilo morreu.