Ás vezes o que você tem é o que te baste, não procure mais, não vai achar.

– Minha vida anda parecendo o começo daqueles romances Sabrina que minha mãe lia quando eu era mais nova, só há confusão e eu ainda não achei o meu homem maravilhoso. Espero que no final dê certo como neles sempre dão. 
– E eu sou o que?
– Haha, você é o quebra galhos meu amor. – Eu o beijei nos lábios sorrindo, ele me puxou e falou no meu ouvido.
– Vou ter mostrar que eu sou a árvore inteira. – Eu ri pra ele, sabia que era verdade. 

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O teu beijo.

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Beijos são falas que não necessitam de palavras ou idiomas. Língua universal.

Não assim de brisa, de longe que não sinto,
Quero um de concreto que pega, que sente, que me faça repetir,
Quero um que envolve, que sorria, que fala sem pronunciar palavras,
Quero um que abraça, que aperta que amassa e afaga,
Um que cheira, que exala carinho, paixão
Um beijo que beija, beija meus beijos,
Quero um sussurro, um caladinho, um barulhento,
Uma confissão entre lábios, um segredo nos amassos
Não quero um de longe, que não pego, que não sinto
Que não posso apalpar, sentir, desejar, mais…
Quero um de perto um que mordo, que brinco com os lábios
Um beijo, ou dois, ou três, ou sete, ou trinta, ou mil, ou até sem contar, nesse ciclo sem fim. 

Furor-Amor.

Feromônios na minha pele 
Eles dançam de excitação
Num grito e clamo por paixão
Feromônios se vão. 
Numa dança sensual,
entre eu e a escuridão
eu opto pela luz
pelo brilho
ardor. 
Furor
Amor. 

 

Amor cotidiano.

 

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Tenho medo de amar – Digo a mim mesma, mas na verdade tenho medo é de viver sem, sem o amor.

– Estive pensando. 
– Hum? – Ele estava com as mãos entrelaçadas nas minhas, mãos sempre frias. 
– Eu acho que devemos nos afastar. – Ele não se mexeu, não disse nada, apenas continuou brincando com meus dedos. 
– Por que? 
– Porque eu acho que não te amo mais. – O rosto continuava passivo, nada demonstrava nenhuma expressão de espanto. 
– Não ama mais? 
– Não – Então ele me puxou para perto, segurou os meus braços e me deu um beijo, um beijo suave. Depois beijou meu pescoço, meus ombros e novamente subiu para os meus lábios. 
– Então… – Ele dizia entre os beijos trilhados. – Deixe para me amar amanhã. Hoje só eu te amo. 
Eu já não dizia nada, acho que no fundo o amava, talvez eu tenha medo do contrário, dele não me amar. 

Inominável morte.

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Se vai daqui, mas ainda resta em algum lugar aqui. E isso ás vezes deve bastar. Basta.

Já parou pra pensar nas coisa? Aí você me pergunta, poxa, que coisas? E eu não vou saber te responder, depende do teu ponto de vista, existe um milhão de coisas, eu poderia numerá-las, mas são muitas, muitas! No momento a minha coisa é o nada, estou sentado ao lado dessa garota, ela não precisa de nome para ser reconhecida, apenas teu olhar perdido a define, ela é isso, a definição em si. Ela me olha e me sorri entre as baforadas de cigarro, e eu já disse para ela parar, e ela sempre diz que vai parar quando quiser, que não é viciada. Mas eu sei que é mentira, um dia vi ela tremer porque não fumava a dois dias, depois que ela deu um trago num cigarro de um estranho parou de tremer e me sorriu, disse que estava com fome e me puxou para um lugar qualquer. Agora o nada se tornou algo, a mentira dela em relação ao vicio, a carência dela em relação ao cigarro, e o sorriso dela em relação a mentira. Toda vez que menti dá um sorriso nervoso, não que não seja feio, o sorriso dela é bonito, principalmente com esse dente torto que ela tem dos dois lados, são um charme. Mas ela mente mais para si mesma que para mim, diz que não é verdade, então não a contesto, concordo ás vezes.
– O cigarro vai te matar. – Ela me olha com o olhar caído e vazio, então sorri, transformando o olhar vazio em um poço de brilho e os olhos em pequenos pontos de luz.
– Sabe que não sou viciada, é apenas hobby.
– No dia em que você morrer não quero falar para nossos filhos que foi de morte morrida, vou dizer que foi de câncer de pulmão e eles terão nojo de cigarro. – Ela me deu um soco forte no braço.
– Não falará nada pra ninguém. E quem te disse que terei filhos? – O legal dessa inominável é que ela nunca me contesta abertamente, principalmente quando é algo sobre nós dois. Ela gosta de mim, de um jeito estranho, ela é estranha.
Bom, voltando ao assunto “nada”, estou pensando, o que é o nada, e cheguei a conclusão que o nada é o tudo e o tudo nada, por mais que você ande não vai andar o suficiente, ou é aprender? Não me lembro, estou confuso agora, filosofar é confuso, não sei como esses filósofos são tão bons.
-Me  dá um trago? – ela me olha com os olhos escuros arregalados, acho que vai sair da orbita, seria legal se saísse, pulasse para fora e pudesse ver o mundo além desse rosto que os mantem presos, eles poderiam viajar para todas partes e mostrar historias para aqueles que não podem ver, os olhos cegos.
– Não, isso mata, não quero meus filhos não tenham pai. – Ela sorri de uma forma tímida e isso a deixa bonita de uma forma estranha, não que ela não seja bonita, ela é bonita de uma forma estranha, os olhos grandes e caídos, o rosto pálido e rosado, os lábios finos e o cabelo dividido em duas tranças rosas.
– Gosto daqui. – Eu a olho novamente, ela não é de puxar assunto, mas as vezes diz coisas soltas. O lugar que estamos é bom, na ponta de um precipício, cheio de flores e arvores. O vento é forte.
– Eu também. Pena que você não vai ver por muito tempo, sabe, com sua morte de pulmão precipitada. E bem, ele pode não durar muito com seus cigarros poluentes e maléficos.  Como será teu funeral? Quero te enterrar de branco, você fica linda de branco. – Ela olha para longe e quando vira o rosto me sorri tristonha.
– Quero ser enterrada no teu coração, e nunca sair de lá. Nunca. – Ela se levanta e pula da onde estamos sentados, pula para o precipício. Não me julgue de louco, não gritei nem nada porque já não posso gritar. No dia que ela pulou eu não estava, então me levanto e olho para o precipício que levou minha inominável.
– É, falarei para nossos filhos que você morreu de câncer de pulmão. Ao menos isso você me deixou! Filhos. – Eu grito nervoso para ela e vou andando, é longe o lugar onde deixei o carro, as crianças devem estar com fome. Amanhã continuo o pensamento sobre as coisas. 

Beijando.

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Para cada beijo uma língua.

Beijo.

Se for beijar que beije quente
Beije ardente.
Se for beijar que pegue na bunda, amasse um corpo.
Beije hoje, agora, amanhã, beije sem frescura.
Beije de língua, esquimó até na chuva.
Beije na rua, beije sem medo, beije.
Se for beijar leve camisinha, leve uma pia, 
leve a mesa, a sala e a cozinha. 
Beije no chuveiro. 
Dance enquanto beije, beije pegando, beije pagando.
Quando for beijar apenas beije, beije beijando. 
Beije orgasmos.
          

Mia.

Banhada pela lua, assim, com as costas nua, com a pele branca e suave emanando calor e vibrações. Os cabelos longos, lisos e negros acariciando seus ombros arredondados. Linda. Eu tirei o lençol que cobria suas pernas, sua bunda, e fiquei olhando. Ela estava adormecida, dormindo em um sono perfeito, um sono embalado. Soprei a fumaça de cigarro que estava dentro de mim e tomei um gole do vinho e continuei a comtemplando. “Mia, me amore” Ela continuou adormecida, naquele sono suave de sonhos coloridos em um intenso preto e branco com uma canção de amor iludido. “Mia, mia cara, acorda para a linda noite que nos envolve.” Ela não se mexeu, me levantei e com a taça de vinho a banhei com o líquido vermelho. Ela estremeceu o vinho suave a cobriu com o doce sabor. Me abaixei e comecei a passar a língua pelos contornos suaves da suas costas. Mordisquei e beijei. ”Mia”  ela abriu os olhos prateados e me sorriu, com os lábios tão vermelhos quanto sangue, intensos quanto o vinho. Ela se virou na cama deixando os seios arredondados, firmes, que cabia em minhas mãos e ficam grandes na minha boca. Com aquele rosado curado, aquele que da vontade de olhar pra sempre. Seus cabelos se espalharam pela cama e eu fiquei a apreciar. Sentei-me novamente, tomei mais um gole de vinho e coloquei uma música pra tocar, apenas um blues suave ao fundo, com um saxofone de solo. Ela se arrepiou toda, um deleite. Um amor. “Mia, você me faz delirar de excitação.” A voz dela suave com um cantar de pássaros, como um verão aquecido em um fim de tarde, como um rouco suave e gostoso de se ouvir “Venha aqui então, venha comigo viajar meu bem, as estrelas nos espera.” Eu sorri, não agora, agora ainda não é o momento. Deixei que ela se levantasse, que ela tomasse todo o meu vinho em um só gole, que ela tirasse a camisa que eu vestia e jogasse para o tempo, que ela se sentasse em meu colo e abrisse suas pernas torneadas, que ela acariciasse meu pescoço e brincasse com meus lábios, que ela bagunçasse meu cabelo e risse no meu ouvido, que me enlouquecesse, me fizesse querer me esconder com ela em alguma estrela, que ela me deixasse retribuir seus carinhos, que ela me fizesse querer o certo o errado, o infinito. Que ela mordesse meus lábios e aquele seu hálito quente com gosto de vinho de cereja me embebedasse, me ansiasse a possuir. Deixei que ela me fizesse levantar e dançar com ela em um ritmo suave e depois frenético, que nós corrêssemos pelo quarto como gatos e ratos, que ela me fizesse ficar tonto me jogasse na cama e saber que a amo, ou não a amo, que gosto desse gosto de amar. Ela me pediu para que eu sentisse o seu coração e eu coloquei o rosto para escutar seu coração acelerado, mas o seu doce seio rosado, branco, pálido e farto me chamou para sugá-lo. Coloquei minha língua em volta dele e o senti, esse sabor que apenas seios tem. Mordisquei aquela ponta chamativa que o faz tão perfeito. O chupei tão grande em minha boca, tão suave em meus dedos. Ela gemeu aquele gemido rouco. “Mia.” Sussurrar o seu nome era um cântico suave nos meus lábios. Eu a penetrei, uma delicia a sentir em mim, em um só. Dançamos. A noite toda. Aquele momento, aquele ritmo. Cansamos e alcançamos o êxtase juntos, o orgasmo dela era minha recompensa. Me deitei e fechei os olhos, e me deleitei, com a noite banhando os nossos corpos, os nossos corações. Fechei os olhos e deixei que ela dormisse nos meus braços, embalada com meu corpo e calor, assim, também me embalei nela, dormimos.

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•Música de acompanhamento: http://www.youtube.com/watch?v=EdUir2oiCqo&feature=player_embedded