Na noite as ideias fervilham sentimentos vazios.

Odeio quando vou tomar banho e ter que ficar comigo mesma. Ter que escutar minha mente perturbada troçando de mim mesma.
Ás vezes converso sozinha, é pior, me sinto mais doida que antes.
Recorro aos olhos tão mansos de um canino me olhando de longe, mas isso não me faz sentir melhor, a lista dos não-gosto é grande. Mais comprida que minha língua de escritora ferina.
Dizem para não me matar, mas é apenas o que nós fazemos há cada mês que se passa, vivendo.

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Noturno.

Minhas memórias são falhas, não me lembro de ontem. 
Meus medos são pequenos, mas perante mim se tornam grandes. 

Quão suave é meu canto, durante a madrugada,
Singela, singela, singela. 

Flores são tão belas, me deixe ser um cacto. 
Nas asas de uma borboleta eu voei.

Meu sono se foi numa carruajem dourada me cegando
Não consigo ficar com os olhos abertos e nem fechados. 

Não me importo de sentir o frio bater nos meus ossos velhos, 
A neve já não cai aqui perto. 
Eu diria, tempo doido esse.