Amor, a mor, a mártir dor.

A minha alma chorou hoje. 
Sangue em sabor de mel. 
Procurei escudo na minha fé. 
Mas ela é tão pequena que não me esconde. 
Não me esconde. 
Minha alma se rasgou de dor. 
Preciso de Ti. 
Preciso de Ti. 
Me contornei no corpo, procurei um lugar entre as brechas. 
Não tenho medo do escuro, não tenho medo do obscuro. 
Tenho medo da luz, onde todos possam me ver. 
Olhei para o céu e gritei. 
Gritei comigo, gritei pra mim. 
Se alguém tem culpa sou eu. 
Se Ele  não está perto foi eu quem afastei. 
Adeus meu eu.
A Deus eu vou. 
Meus membros estão moles, sem ossos que sustentam. 
Igual minha pobre alma, que meu corpo não aguenta. 
Esse peso, essa dor. 
Quanta lamentação. 
Vou sorrir, vou sorrir e mostrar que posso ser feliz. 
Olhe meus dentes tortos.
Todos mentem, todos mentem. 
Eu, 
Eu minto. Eu também minto. 
Voltei para dentro meu bem, a noite já se foi. 
Eu também sinto. 
Fingir que sou um mártir não vai me transformar em herói. 

 

Meu corpo é um pote seco que guarda um líquido vívido.
Meu corpo é um pote seco que guarda um líquido vívido.
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Uma mulher inocente num mundo incoerente.

“Há escuridão em toda parte, em mim há algo maior, uma escuridão que escondo até mesmo do espelho, onde meu reflexo denota minha natureza. Ah, se não me vejo, se me perco em meus sonhos. Em meus cabelos há teias de aranha, cujas pernas peludas são feitas de impurezas. Mas e a luz? A luz também sou eu, a luz está em meu olhar mentiroso, enganador, alimento um animal irracional que me faz ser santa-pureza. Rainha cujo cetro é virado apenas para cima, onde meus lábios profanam liberdade, paz, vida e perfeição. Mas o maior terror de todos esconde entre meus seios. A dor, quero que todos sumam. Oh, porquê isso comigo? Por que não poderia ser bondosa? Fingir me sufoca, tentar parecer que sou boa me enoja. Enoja! Eu quero mais que tudo se esvaíra por entre minhas entranhas. Morram humanos, morram demônios, morram seres, morram monstros. O mundo é de meus filhos, meus filhos que nasceram de mim, meus filhos imperfeitos. Terei o que querei, o mundo será meu, através do meu véu mentiroso, mostrando luz onde não há luz. Serei rainha eterna.”

 

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Me diz, o que você vê?

Um suspiro, um pedido.

Eu grito seus tolos.
Me ouçam todos. 
Me dói aqui e agora. 
As minhas lágrimas rolam. 
Hoje foi um dia de luto. 
Em busca da minha odisseia me perdi. 
Me ouçam seus inúteis. 
Estou fadada ao fracasso. 
Minha vida foi retalhada, em sete, vezes sete. 
Dói meus lábios de murmurar e ninguém escutar. 
Estou sozinha, plana no ar. 
Toquem minha música no meu ultimo suspiro. 
Minha morte não é mais que aquilo, que hoje, que ontem. 
Deixe-me levar pelo cansaço, só não me deixe cansar de levar. 
Até quando irei aguentar?
Essa prova, prova, prova. 
Me falta alimento na alma. 
Escutem seus bárbaros. 
Estou cansada de sentir. 
Espero que vocês todos que sejam Gray, reticencias para vocês. 
Estou cansada meu amor, 
Cansada de gritar minha dor. 
Enfrentar minhas verdades 
já se tornou uma mentira mal contada. 

Mentiras sinceras.

Eu tenho um defeito, qualidade, não sei ao certo. Mas quando eu paro de amar alguém não consigo dizer “eu te amo” nem por mais que tente. É maior que eu, a verdade e o amor. Ele sumiu não há nada que eu possa fazer, nem ao menos fingir. Pode ser que eu tenha fingido até agora, mas daqui pra frente não dá mais, só de pensar em pronunciar tais palavras é algo dolorido, o pior não é mentir pra mim, é mentir pra você. Eu sei que ainda não percebeu, mas até evito falar os teus apelidos carinhos, me desculpe, mas aquilo morreu. 

Amar não precisa gostar.

– Não me odeie. 
– Não me faça o odiar. 
– Tudo que eu tenho é você. 
– Desculpa, eu… Eu só não sei se você me tem. 
– Você ainda me ama? Mesmo que seja só um pouco, algo… 
– Eu não sei, por favor, por favor não faça perguntas complicadas, me deixe apenas sozinha. Apenas isso. Você me deve. 
– Eu amo você.
-Não, não ama. Adeus, quem sabe um dia, não sei, só preciso de ar. 
– Eu te amo, não importo se você duvida disso. 
– Tanto faz. 

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Quando você sente tudo aquilo que não quer.