Cabelos não nascem em pernas de mentirosos, eles sabem disfarçar com cera.

Tenebrosa noite que descobri a felicidade. 
Bebi toda paixão em só um gole. 
Estrondoso som quando caiu ao chão
O que se partiu foi minha consciência. 
Descobri que era mentira, felicidade não existe. 
Tenebrosa noite que eu fiquei só. 
Eu e todos aqueles desconhecidos juntos, amontoados em um só lugar. 
Demorou 5 minutos para passar a sensação de felicidade. 
Depois o que veio não vale dizer, escrever, cantar, cantarolar, marcar. 
Assombrosa noite gostosa que descobri meu vício á vida. 
Reflita nisso, no que eu disse vazio

Naquilo que pensei sozinho
Saí pra comprar jornal e nunca mais voltei
Não valeu á pena, eu disse. 
Não valeu a pena ficar com todas aquelas pessoas mortas sem sentido. 
Voltei anos depois, voltei pra tudo aquilo que eu não tinha. 
Até minha casa havia sumido, um casal de senhores moraram lá
“Não temos mais filhos”
Descobri a felicidade depois, descobri mentir. 
Construí sorrisos vazios, até que o fim comece novamente. 

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Meus dias.

Esses dias eu estou passando de cama, o calor está me sufocando. Fico deitada até que a noite caia, o que faço? Leio, hoje madrugada li três livros, ontem quatro, assim como os dias tem sido preenchidos pela leitura. Meu diário de bordo seria:
Cama, livro, calor e sono.
É o que tenho vivido, é o que tenho feito. O calor ainda me atinge mesmo dentro de um livro, mesmo em outro mundo.
Espero que esses romances me mude.

Psicólogos em toda parte, principalmente na família.

Me dizem que estou com depressão. Que há algo de ruim envolta de mim. Me diz, como posso eu saber a verdade? Como posso eu sorrir quando só se acumula amargura em meus lábios. Como posso eu falar se já não me vem as palavras? Como posso eu fazer algo se só quero sonhar? Ora, me deixe dormir, deixe que o sono eterno me preencha, deixe-me ficar sem sorrir.

Primeira lembrança.

Tenho comigo, até quando? Sempre vejo quando alguém pergunta “Qual sua primeira lembrança?” e eu não sei o que dizer se fosse comigo. Me lembro de quando eu perdi o dente da frente e fiquei sem ele por quase cinco anos (arte de criança na qual eu cai quando fugia de uma mãe nervosa com uma filha sapeca), me lembro de quando estava no navio indo para Manaus e sorria sem dente para meus tios, visitei o capitão e pilotei um pouquinho a enorme roda de madeira. Me lembro de quando estava na Bolívia com meus pais e vestia uma combinação de short com top verde florescente e rosa chiclete. Me lembro de quando fomos a um museu de animais e tinha uma enorme cobra com um jacaré dentro de si, fiquei com medo, mas meu pai me segurou no colo e explicou como aquilo aconteceu. Me lembro do carinho que tinha com meu pai e tinha liberdade minha de o ter. Me lembro de quando eu voltava da escola, deitava na rede e escutava as músicas internacionais que passavam no radio da minha avó que ficava ligado vinte quatro horas por dia, em todos os dias, apenas se calou em sua morte. Me lembro de quando eu havia ganhado um bolo de brinquedo e que acendia a vela plástica, um dia o soprei, mas não se apagou. Me lembro de quando entrei num rio em uma cidade qualquer do Norte do país e chorei de medo de tantos peixes pequenos. Me lembro de quando sentei na praia para comer com meus pais e fiquei sentindo o lugar lindo a minha volta. Me lembro de enganar meu irmão na hora da soneca da tarde, o fazia dormir e ficava acordada. Me lembro de quando eu cheguei da escola e tinha enormes cães filhotes me esperando, fiquei tão feliz por eles que nem almocei. Lembro de quando minha mãe me enganou, amarrou meu dente á porta e a puxou, na hora assustei, mas corri para mostrar a todos minha nova janela à todos. Me lembro de ficar sentada horas lendo na biblioteca da escola e me sentir em outro mundo, nessa época eu tinha uns 6 anos. Me lembro de quando eu cantava com os meninos na van e riámos alegres, eu com uns 4 anos. Me lembro de quando fui na fazenda da minha tia e comi tanta jabuticaba do pé quanto era possível. Me lembro de pensar que tinha super poderes e só eu poder falar comigo mesma sem que ninguém escutasse. Me lembro de como eu achava que meu espírito podia sair do corpo, ir até o banheiro e fazer xixi sem que eu precisasse levantar, me lembro de ficar toda molhada na cama. Me lembro de perder uma cachorrinha e chorar por sua morte dias. Me lembro de ter queimado a perna num motor de fusca na estrada quando meu pai foi pedir ajuda á um homem na porteira da fazenda, me lembro das bolhas terem ficado grandes e minha mãe lavar com água e sabão, lembro que doeu. Me lembro de quando pegava arroz da lata e dava para os passarinhos, minha avó brigava, então comecei a pegar escondido. Me lembro de pegar e cuidar de vários filhotes de passarinho que caia do ninho, raros sobreviviam.
Me lembro de sentar com uma amiga de escola e comer nossos lanches caladas. Me lembro do meu primeiro dia de aula numa escola que odiei, chorei o tempo todo e a professora riu, me lembro de chorar mais e pedir minha mãe pra me tirar de lá. Me lembro do meu primeiro amor de infância. Me lembro de quando eu perguntei pra minha mãe quando eu iria fazer três anos e ela disse o mês, então eu disse que seria muito tempo, mesmo não sabendo ao certo qual mês era qual. Me lembro de quando meu segundo irmão nasceu e eu chorei, não queria ele. Me lembro de quando íamos para Campinas e visitava meu tio avô Pedro, e ele era engraçado com grandes orelhas e um óculos fundo de garrafa. Me lembro da vizinha dele que era mais velha que eu uns 5 anos, mas era menor que eu, tinha uma doença que não a deixava crescer e ficava com as pernas tortas, ela disse, na época ela com uns 8 anos. Me lembro de quando eu voltei da escola um dia (entrei com quatro anos) e havia aprendido fazer chifre com os dedos, minha mãe falou que aquilo chamava o capeta e eu chorei de medo. Me lembro de quando ela me dizia que o homem do saco iria me pegar se eu não dormisse e todo homem que passava suspeito eu fazia uma careta que pensava eu, me transformaria em uma velha e os enganaria. Me lembro de quando eu estava na primeira série, uma formiga morreu e as outras a levou para o “enterro” e eu chorei pela formiga morta. Me lembro de quando me sentia feia e gorda, mesmo sendo uma menina bonita e normal. Me lembro de tanta coisa, mas não me lembro da minha primeira lembrança. Espero que não me façam essa pergunta um dia.

Já não se espera como antes.

Descobri parte do meu problema. Tudo vai muito rápido, não existe aquele flerte longo, e quando vem o “eu te amo” percebo que ainda não estou pronto.
Então abandono outra mulher linda com o coração partido, mesmo eu sabendo que ela tem parte na culpa a dor não diminuiu. Esse é o problema em caras bons, mas com a longa lista nos tornamos canalhas, e infelizmente alguns honram o título, acho que honro o meu desde sempre. “Eu te amo” virou “bom dia”.

História repetida.

(C. V. essa história não é a história, mas talvez seria interessante, não sei, você ler.) 

Essa é a minha história. O incrível? Não há historia, sou tão pacata quanto alguém poderia ser. Sinto-me tão vazia quanto eu poderia sentir. Ah, claro, se levar em consideração que devo ter sangue correndo em minhas veias com moléculas de sedução, não é uma metáfora, nem algo literal, atraio homens bons que gostam de mim e isso não é interessante, nem um pouco, não há necessidade de o dizer, só digo pelo fato de ter algo acontecendo momentâneo relacionado, então considere como um desabafo, e se quiser, como todos, opine, eu gosto de escutar opiniões, me fazem ver o que não vi, em outro ângulo, certo. Não quero escrever minha história, não há nada de interessante para mim, ao menos, escrever sobre. Por isso escrevo, por poder viver várias vidas, por ser várias pessoas, por sentir várias coisas, por não precisar ser eu.
Porque eu já cansei de minha própria companhia, já cansei de olhar no espelho e me ver, eu já cansei de tudo isso relacionado ao meu nome. Não será decepção se não me conhece o suficiente, talvez pode ser apenas um desagrado, talvez eu esteja falando algo que não é relacionado ao assunto, talvez essa não seja a verdadeira eu, pode ser mais uma personagem, pode ser mais um qualquer, pode ser até você.
Estou eu aqui a ponto de cometer uma loucura que acredito firmemente ser um erro, pode ser engano, pode não ser um erro, mas é uma possibilidade e possibilidades, meu caro, não são para serem descartadas. Elas existem.

Cometida eu de uma insanidade sugerida delicadamente a mim própria um dia qualquer, um tempo qualquer ao qual minha fraca memoria não permite lembrar, de acreditar nisso, eu sofro de uma leve insanidade. Não seria algo grave para levar-me a ser lesada, não que não seja, naturalmente.
Meu corpo é tão severo comigo meu em relação a certos sentimentos despertados que eu me assusto com a grande capacidade de ser severo. Não que eu deveria. Não que poderia.
Sou uma covarde eminente, quem me olha acha que sou forte, ou alguns, como dizem, acham nada. Erro deles, engano meu. Tento não entender o que se passa em minha mente, já que são mil coisas ao mesmo tempo, mas não por serem mil coisas que eu não as escuto, não as vejo, as sinto, mas não as entendo.
Minha história não tem começo certo, fim distinto, sou apenas eu e as palavras, sempre foi. 

Esse poema é para meus vários nomes. Todos Vocês.

Eu não temo por mim, sei que sou forte. Temo por eles, sempre temi.
O meu coração foi rasgados em tiras.
Para cada um, um pedaço.

Não sou só sorrisos, não sou só palavras.
Sou o silêncio que você não escuta, sou as sombras que você não percebe.
Esqueça aquela introdução. O que eu te mostro são risadas, como uma fachada de diamantes que atrai olhares para o brilho, mas atrás dessa fachada está meu verdadeiro eu, uma caverna profunda e sombria.

Não é por mim que eu temo, é por ele.
Se eu não o amasse não importaria.
Se eu não lhe quisesse o bem não temetia.
Olhe aqui nos meus olhos, são de vidro.

Quando vem essa palavra tão rodada não me vem a cabeça nenhum de seus nomes.
Vem o dele, vem ele.
E por que estou confessando?
Não sei, estou cansada de fingir, sorrisos.

Esqueça o corpo, você que está lendo, preste atenção no final.
Eu ainda espero, tesão infinito.
Eu ainda espero, batidas descompassadas de coração.
Todo mundo espera, eu busco, e buscar esta sendo minha ruína.
Fatiei meu coração em tiras, e para cada um dei um pedaço.
Meu grande erro, esqueça tudo o que leu, o fim está aqui, no sangue.
Lágrimas se foram, já é clichê, tem tanto tempo que não sei chorar por você que ás vezes desacredito nas minhas palavras, tenho a quase certeza que isso é tudo da minha cabeça para me fazer acreditar que tenho boas desculpas.
Não interessa o corpo do texto. Estou confusa, e isso, meu caro, merece uma dança.
Com ele.

Há todo dia coloco em mãos estranhas um pote cheio de chaves, para aquele mais persistente abrir meu coração guardado a sete chaves.
Meu bem, não é porque entra que gira. Até chaves são traiçoeiras.
Esse coração trancafiado é para o mais persistente, talvez honrado.
Espero eu.que venha com boas qualidades.
Ajude-me Deus!

Coração suicida.

Você me perguntou se eu havia a perdoado.
Acho que perdoei, não tenho a mesma noção de tempo que você. Não sei quando me perguntou isso.
Ás vezes te perdoo, ás vezes. Não sei quão dilacerante foi a ferida que você provocou. Não mentiu, não traiu, não fez coisas assim, foi mais…
Lembro-me que mês passado eu havia te perdoado. Peguei o telefone para te ligar, quando a pessoa atendeu, pensei que fosse você, mas era a voz de uma criança. Juro que não quis acreditar.
Esse foi um dos meus relatos, acredito que coração partido seja mais que somente amor, acredito que seja mais que apenas compreensão.
Não estou ferido por ter levado em frente sua vida.
A culpa é minha por ter esperado, sou, ás vezes devo dizer, um pouco piegas.
Hoje eu te perdoo, mas acredito que o perdão seja além da compreensão. Não há o que perdoar. Mesmo que eu te amei mais que a mim próprio. Mesmo que você tenha me enganado, mesmo que você tenha me feito acreditar nas suas palavras perversas e cruéis, mesmo que eu tenha chorado durante mais tempo que admito para as pessoas. Mesmo que onde eu olhava eu via o teu sorriso doce. Mesmo que eu tenha lhe dito tudo que vinha ao meu coração. Mesmo que me dói até hoje quando me vem as lembranças.
Mesmo que tudo que faço eu fico com vontade de te contar. Mesmo que eu te odeie, mesmo que eu te ame.
Eu me perdoo por ter sido idiota. A culpa não foi sua por eu ter acreditado, ter forçado.
Me disseram que você está casada com um homem calado e alto, do jeito que gostava. Fazem academia juntos. Quantas crianças? Três, isso. Era para ser eu.
Novamente remoendo o se, eu nos perdoo por termos sido jovens, eu continuo a amando, não percebo que ao meu lado tem alguém que me ama, no final eu sou egoísta e ás vezes autodestrutivo, devo a amar também.
Ás vezes me perdoo pelo meu temperamento, mas hoje é a última vez que te perdoo, hoje eu vou te ligar uma última vez e escutar sua voz doce, hoje será o dia que te esquecerei.
E amanhã, prometo a mim mesmo não irei mais ter que me perdoar, porque com o adeus que.lhe darei será perdão mútuo.
Hoje ou amanhã, tanto faz, não sei se sou corajoso.
Esse é o meu relato do meu coração fraco com tendências suicidas.