Heroínas não são pessoas que salvam suas vidas. Anti-herói de minha história, injetadas na minha trajetória até o fim.

Olhe pra mim tempo, que você não estará mais aqui. 
Olhe para mim tempo, que hoje eu vou morrer. 
Como eu sei? 
O tempo que o tempo é você se esgotou na minha vida. 
O tempo que o tempo sou eu resolvi desaparecer. 
Me dê um adeus meu anjo cruel, se veste de camurça. 
Me dê um tempo anjo sem tempo de me dar um beijo. 
Me afoguei em tudo aquilo que eu dizia não afogar. 
Escolhi, sabe, eu escolhi. 
Meus braços roxos estão perfurados de minha condenação. 
Sou meu próprio autor, me acusei, me acusei de viver. 
Anjos não olham pecadores. 
Voe para longe pobre morte, o tempo se esgota. 
Ninguém quer ver um ser homem morrer sufocado no próprio pecado. 
Sou eu o tempo sem tempo de viver. 
Esgotei minhas energias nas minhas veias falidas. 
Venha aqui anjo cruel, me dê um ultimo ultimato, eu sei que é o meu final. 
Tenho vergonha da minha própria angustia causadora pelos meus vícios índigos de indícios de minha própria responsabilidade. 
Venha até mim anjo cruel, carregue esse meu recado para o céu.
ó Senhor, perdoe esse pobre pecador. 

História repetida.

(C. V. essa história não é a história, mas talvez seria interessante, não sei, você ler.) 

Essa é a minha história. O incrível? Não há historia, sou tão pacata quanto alguém poderia ser. Sinto-me tão vazia quanto eu poderia sentir. Ah, claro, se levar em consideração que devo ter sangue correndo em minhas veias com moléculas de sedução, não é uma metáfora, nem algo literal, atraio homens bons que gostam de mim e isso não é interessante, nem um pouco, não há necessidade de o dizer, só digo pelo fato de ter algo acontecendo momentâneo relacionado, então considere como um desabafo, e se quiser, como todos, opine, eu gosto de escutar opiniões, me fazem ver o que não vi, em outro ângulo, certo. Não quero escrever minha história, não há nada de interessante para mim, ao menos, escrever sobre. Por isso escrevo, por poder viver várias vidas, por ser várias pessoas, por sentir várias coisas, por não precisar ser eu.
Porque eu já cansei de minha própria companhia, já cansei de olhar no espelho e me ver, eu já cansei de tudo isso relacionado ao meu nome. Não será decepção se não me conhece o suficiente, talvez pode ser apenas um desagrado, talvez eu esteja falando algo que não é relacionado ao assunto, talvez essa não seja a verdadeira eu, pode ser mais uma personagem, pode ser mais um qualquer, pode ser até você.
Estou eu aqui a ponto de cometer uma loucura que acredito firmemente ser um erro, pode ser engano, pode não ser um erro, mas é uma possibilidade e possibilidades, meu caro, não são para serem descartadas. Elas existem.

Cometida eu de uma insanidade sugerida delicadamente a mim própria um dia qualquer, um tempo qualquer ao qual minha fraca memoria não permite lembrar, de acreditar nisso, eu sofro de uma leve insanidade. Não seria algo grave para levar-me a ser lesada, não que não seja, naturalmente.
Meu corpo é tão severo comigo meu em relação a certos sentimentos despertados que eu me assusto com a grande capacidade de ser severo. Não que eu deveria. Não que poderia.
Sou uma covarde eminente, quem me olha acha que sou forte, ou alguns, como dizem, acham nada. Erro deles, engano meu. Tento não entender o que se passa em minha mente, já que são mil coisas ao mesmo tempo, mas não por serem mil coisas que eu não as escuto, não as vejo, as sinto, mas não as entendo.
Minha história não tem começo certo, fim distinto, sou apenas eu e as palavras, sempre foi.