Novamente eu te digo, não tente entender com a mente.

Dentro de mim ha um frio inconstante.
Perpetua meus dias fadigos.
Em meus olhos a escassez se acaba por mérito impróprio.
Os meus lábios estão selados, e do selo um melado, doce pungente, cheiro constante.
O calor que sinto é externo, assim como sorrisos.
Todos sem esmero.
Já dizia há muito tempo, que os ventos que se vão, são os mesmos que retornam.
Novas histórias, a excentricidade nasceu do chão, um homem.
Excite, dissolva, repete, aconchego, me liberte.
Quando eu voltar, por favor, te espero para a janta.
As cores definem a vida, a sociedade se diz “branca”, no fim um lamento.
Deve-se entender que o começo é índigo.

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Aquilo que deixa dúvidas.

Sou um livro cujas páginas brancas foram má preenchidas.
Há clichê por toda parte, há clichê até no suspirar.

Um instante estou estável, no outro já passou.
Tenho medo além de gente, tenho medo de escolhas.

Há tanta poesia no mundo, há tanta coisa pra ver,
Existe cegos em toda parte, existe cegos em você.

Palavras não fazem um homem sincero,
O que faz é além do que se diz, ação? Não sei, me diz você.

Há em mim tanta dúvida que não caberia num pote de vinho,
Bebidas me enlouquecem, simples água não mata minha cede de viver.

Existe controvérsias até em sonhos, aquilo que você diz não desejou.
Confusões foram feitas do certo, confusões são grandes vilões.

Ai de mim, ai de mim, pobre sou sem saber.
Tem gente que não enxerga a própria desgraça, tem gente que não sabe viver.

Não acredite em nada tido até agora, nem sei se eu acreditei,
o melhor a si fazer, nem eu sei.

Tente traduzir.

Cada gesto, cada respiração
no momento certo de importuno
É assim, tem animal que não sabe distinguir
O que dirá dos padrões?
Sentimentos não mexam com eles, não os toque.
Não mexa com eles. 

Obsceno. – Uma louca ditando.

É frio e inconstante.
Sozinho, um mar de possibilidades.

Uma prisão, uma liberdade
Não depende somente dela
de você.

Palavras, palavras
243587
Números.

Desenhos abstratos.
Sorte, amor, sorte
Azar.
Ele grita.
Ele grita.
Ele grita.

Ele grita.

Grita.
Não te escuto.

Meus beijos?
Para onde foram? 

Um desses poemas perdido que não se termina, se finaliza com uma frase randômica.

Tu esgrelhada pela floresta
Sem ter medo do que te certa
Tu silenciosa como uma pedra
Sem ter medo do silêncio
Teus braços tão finos e longos como galhos
Esgrelhando pela floresta
Sombria, noturna, fumaça
Qual o teu veredito?
Perceba, as flores não inalam cheiro
Quem sente é você.
Teu corpo tão suave como um caule
Ou o caule é tão suave quanto você?
_____________________________
Você não se dará o trabalho, acha que é capaz, mas tudo é mero capricho e nem assim, com a motivação é erguido.

Tente ler além da confusão.

Quando começa    Image             sabe o que dizem. O teu o                                                                                                              olhar é teu condenador    a procurar fica
mais difícil. Me
escute, não saia na chuva.  É teu condenador
Busque onde ninguém nunca buscou. Já pensou que difícil, tirar inspiração no eclipse? Atravessar sol e lua apenas por palavras. Teu olho fica sozinho sem o companheiro. É assim, incompleto. Tem certeza? Vai seguir? Só não esteja lá quando eu chegar. Vamos baby? Vai ser legal. Deixe que eu comece a festa. Vamos terminar. 

Coisas que ninguém quer ler.

Descobri que palavras me serpenteiam como uma serpente faminta. Será que sou tinta ou sou vento?
Aqui, cá com meus botões eu cheguei à conclusão, eu sou tinta mal feita, as palavras se chegam a mim como humanos em mel. Analogia estranha e enfadonha. É o que sou. Talvez for tinta tenha alguma consequência nisso, ou talvez for algum tipo de dadaísmo. Acho que sou. 

Mentiras que te contam

Celeste mendiga pedia pão aos surdos
Estes famintos jogavam dardos com cegos
Mendigo Adolfo brincava de rico
No fim Celeste com fome morreu sozinha, gripe forte, coitada
O surdo Genésio acabou também cego
O cego Alfredo que cego não era
testemunhou a morte de Celeste
No fim ele foi testemunha, Genésio realmente era rico.