Amantes sedentos (+16)

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A excitação não está no “tocar” está no “provocar”. Provoque-me.

Me diz, meu amor, qual a necessidade de expor? 
Nossos corpos não se encontram, nossos 

lábios não se falam.
Diga-me meu amor, por que não me tocas agora? 

Meus seios amostra lhe convida a um aconchego, 
Meu cheiro suave lhe embebeda a alma, embriaguez perfeita. 
Venha cá meu amor, ser confidente dos meus pecados, 
Ser cúmplice dos meus desejos, ser meu gênio mágico,
Além dos três desejos. 
Essa caricia é tão sedenta quanto um copo de água a um homem perdido no deserto.
Meus pés junto aos seus. 
Não há necessidade de toque.

O fogo percorre minha pele só com teu olhar,
Com teu jeito largado de deitar-se
Olhando-o vejo o motivo de tal paixão florescente.
Como palha e fogo. Eu e você.

Fique onde está querido,
Quero que dancemos lado a lado sem nos encostar
Deixe que a vontade nos guie até o limite,
Deixe que o que sentimos cresça até explodir.

Seus lábios ainda estão selados?
Talvez um abraço?
Não, seria mais uma desculpa para nos tocar,
Deixe que dancemos assim de frente, sentimos a presença e o perfume,
Deixe que nos amemos de longe até o limite estourar.  

 

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Incêndio de ti. (+18)

Onde tu me tocas me incendeio.
O teu calor como brasa vem me aconchegando.
Meus seios são tua morada.

Meus lábios são brasas ardentes
Que trilham caminho pelo teu olhar
O caminho leva a ti, em um todo.

Cada escolha um verso,
sinto isso em meus pensamentos
Sinta-me viva.

Que este calor nos derreta,
que nos leve embora
que este calor nos aumente, nossa cede.

Adeus. 

 

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Seria tu capaz de me incendiar?

Personagens de uma personalidade. (+18)

– Prova do teu sabor, olha que delícia, Melinda, não é? – Ele riu e a beijou selvagem, com força. Um beijo sem pedido ou carinho, tão diferente do dado mais cedo. Quando ele a parou de beijar ele sorriu.
– Gostou?
– Por que está fazendo isso comigo?
– Diga, está gostando? Está? – Ella estava gostando, estava excitada, a dor e o prazer juntos, o medo com uma pitada de adrenalina. Aquilo era mais que havia sonhado.
– Estou. – Heitor riu alto e puxou o cabelo as mordidas foram trazendo rastro por todo o corpo. Ele desceu o rosto até a barriga lisa e passou a língua na virilha rosada, desceu até o sexo feminino, passou a língua e começou a morder. Ella gemia alto, as pernas se reviravam, Heitor subiu pelas pernas, massageava com as mãos.
– Espere aqui. – Heitor se levantou e saiu nu do cômodo. Passaram minutos que pareciam uma eternidade para Ella, então ele reapareceu com uma vela acesa na mão.
Subiu na cama e jogou a cera quente no mamilo sensível. Ella gritou. Heitor deu um tapa no rosto pálido.
– Cala a boca, quer que os vizinhos escute? – Ela começou a chorar, a vela estava a queimando, ele ria e jogava em mais lugares.
– Me solta, é minha vez. – Mas então Heitor não  a escutava, ele estava sorrindo, a estava torturando, jogando cera quente no corpo.
– Por favor, me solta. Me deixa ir embora. – Heitor deu um tapa forte no rosto. Começou a bater na face pálida. Ella gritava.
– Cala a boca os vizinhos vão escutar! – Heitor foi ficando estressado e com medo. Pegou uma mordaça e colocou na boca ferida e ensanguentada.
– Sua puta! – Ele ria enquanto a espancava. Ria e ria. Ella já não aguentava mais ficar acordada. O corpo todo doía. Ela não sentia nada e sentia tudo. A vergonha, o medo. Aquilo que ela pensava não ter. Os pensamentos sujos, ela estava gostando daquilo, daquele medo, mas não das dores, das fortes pancadas, dos socos, mordidas e tapas.
– Não desmaie sua vaca. – Heitor começou a olhar para os lados, ele a soltou os braços e guardou a vela. Ella com o resto de forças que lhe sobrava se levantou e o tentou golpear por traz, mas Heitor foi mais rápido e a socou forte.
– Sua estúpida. Tem que apanhar mesmo, não é cadela? – O corpo sem forças caiu no chão, a boca ferida começou a expelir sangue.
Heitor a pegou no colo, ela já não via muita coisa, quase nada. A escuridão dentro de si já havia a consumido toda. Era tudo escuro.
Ele juntou a bolsa, as roupas, sapato, abriu a porta da casa e a levou até o carro. Abriu-o e a colocou lá.
– Adeus vaca estúpida, ah, eu encontrei teus brinquedinhos na bolsa. Então tu já é uma puta experiente, veio com esse papo de “inocência”, vaca maldita. – Heitor fechou a porta e entrou dentro de casa. Ella estava tossindo, queria ir embora, havia sangue em toda parte.
Foi para o volante e começou a girar as chaves quando viu Heitor entrar no carro e ir embora.
O que Ella não esperava era encontrar como ela, pior que ela. Ella foi embora, não iria a um hospital, nunca mais veria esse homem. Não se importava, não queria se importar. O seu vazio voltou a preencher, ela sorriu com os lábios rasgados.
Os vidros do teu coração havia virado pó, já não havia coração, havia só uma mulher amargurada com uma alma perdida, alguém cujos medos a aflorava. A única prova que tinha que havia passado o dia com esse homem era as marcas no corpo e as fotos na pequena câmera. Coisas que se apagariam com o tempo, físico, mas que permaneceriam no pensamento.
A cabeça de Ella começou a doer forte, ela foi parar o carro, mas antes que visse um caminhão veio pra cima dela, e a ultima coisa que ela se lembra é de um homem chamado Heitor cujo mudou a sua vida, antes que Ella se sucumbisse ao fim ela descobrira que havia sim, um coração, havia sim, uma alma, e além de tudo, havia dor e remorso.
Então – depois de longos minutos – tudo ficou escuro, Ella se fora para sempre. 

 

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Você só percebe que é tarde demais, quando o tarde já passou.

Personagens de uma personalidade. (+18)

– Chegamos, venha, entre. – Ella entrou na casa e olhou, era tudo muito normal, uma TV de 32’, um sofá e duas poltronas pretas. A cozinha pequena com uma mesa de dois lugares, geladeira e fogão, um filtro ao lado da pia, nada de coisas pessoais bagunçadas ou de retratos de família, uma casa sem nada.
– Sinta-se a vontade.
– Uau, a casa de um homem arrumada. Eu esperava achar cuecas por todas as partes, copos e pacotes de comida em cima do sofá… – Ele riu e colocou a chaleira no fogo.
– Hey, eu sou organizado. Mentira, uma moça trabalha aqui duas vezes na semana e hoje ela veio. – Ella  riu e tirou os sapatos, se sentou no sofá e cruzou as pernas.
– O cheiro está bom.
– Claro, coloquei minha mistura especial. – Ele veio com duas xícaras e sentou ao lado dela.
– Hum, está delicioso.
– Você deu sorte. – Ele passou a mão no cabelo dela e começaram a falar sobre filmes, aos poucos as pernas foram se esbarrando, os braços se tocando e o corpo se juntando.
– Eu… Não sei se isso é o certo. – Ah, como ela desempenhava bem o seu papel de boa moça, como ela fazia mostrar quem não era, devia ganhar um premio por essa maravilhosa atuação. Seu ego inflava com esse pensamento.
– Tudo bem, eu sou precipitado, desculpa. – Heitor passou a mão no rosto de Ella, não se moveu para trás, fez um carinho perto do canto da boa, até que Ella o atacou, o beijou com furor, com sede ao pote.
– Milena – Ele sussurrou entre os beijos, ele tirou a echarpe e jogou longe, depois o vestido, por fim ela estava apenas de calcinha e sutiã. Heitor chegou para trás e sorriu.
– Tão linda, que pele exótica, que ardor. – Ella se mexeu sensual e tirou o cabelo do rosto.
– Então vem cá, me beija. – Heitor foi para cima dela e a pegou pela cintura, levantou-a do sofá e a levou até o quarto, a jogou em cima da cama feita.
Ambos começaram nesse jogo sensual, Ella tirou a roupa de Heitor e sorriu ao corpo nu, eles começaram a brincar de cão e gato.
– Eu sei que é nossa primeira vez…
– Você fala muito mulher.
– Eu tenho um fetiche. – Heitor chegou-se pra trás e a olhou com um sorriso divertido.
– Que tipo de fetiche? – Certo, é essa a hora, Ella pensou.
– Bem, do tipo que eu te algemo e brinco contigo. – Heitor fez uma expressão de surpresa.
– Uau garota, nunca pensei que você seria assim. Eu aceito, com uma condição… Eu te amarro primeiro, que tal? – Ella se arrepiou, ser dominada nunca se passou pelos seus pensamentos sujos, essa ideia a deixou excitada, a casa dele era normal, ele parecia ser um homem normal, deixaria, depois ele a soltaria e ela poderia fazer a segunda parte do plano, ver a dor no rosto dele.
– Certo, tudo bem. Tem algemas? – Se levantou e foi até uma cômoda, depois abriu uma gaveta e pegou uma algema metálica.
– Essa, que tal?
– Perfeita! – Se beijaram e ele a amarrou na cabeceira da cama.
A sensação estranha de está sendo presa a apavorou, essa sensação deliciosa e estranha. Ele a olhou como um dominador, passou a mão no corpo esbelto e começou a beijar em diversos lugares, foi até o seio pequeno e redondo e o mordiscou. Passou a língua no mamilo rosado e o sugou como força, como fome. Até que começasse a doer.
Ella não falava nada, nunca havia experimentado isso, a dor, ela não era uma mulher de princípios, mas tinha o seu próprio limite.
– Vai com calma –Heitor a olhou com raiva, como se ela tivesse interrompido uma reunião importante. E como um aviso para que ela não repetisse a fala ele sugou com mais força e mordeu. Ella gemeu de dor.
– Não estou gostando, me solta.
– O jogo é seu querida, você aceitou minhas regras. Você disse que não haveria problemas, cara faça o seu papel de vadia e cala a boca. – Ele riu alto e apertou os braços magros, foi para o outro seio com a mesma fome. Com mais força.
Ella estava assustada, uma das poucas vezes em sua vida que sentia alguma coisa além do grande vazio, ela estava com medo, mas no fundo gostava daquilo. Estava gostando. Foi então que a mordida se tornou forte, foi então que ela viu o sangue escorrendo pelo seio e pelos lábios finos.

 

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Presas em sua própria armadilhas o caçador vira caça.