Desolação.

Há um buraco em minhas memórias, suga as minhas lembranças, muda os meus pensamentos.

Tento me lembrar, estremeço.

Tento aceitar e choro.

Um dos meus pilares caiu por terra, o outro está rachando.

O meu medo me sufoca, apavora e eu choro.

Não há resiliência em mim para suportar tamanha dor.

Não há fôlego em mim, para suportar em silêncio.

Quero gritar, mas não há voz.

Quero aguentar, mas não há paz.

Quero conseguir, mas não quero precisar.

Estou apavorada, você vê?

Estou sozinha, você sente?

Estou atribulada, percebe?

Estou desesperada, em silêncio.

Há tanto para se fazer por quem não quer que faça, por isso, eu choro.

Eu peço a quem quer que me escute do além, imploro, não há resiliência em mim, não me deixe só.

Quando eu era criança, diziam “Bom mesmo é ser criança ” e eu pensava “bobagem”, hoje, tão nova e velha quanto sou, queria mesmo ser criança, embalada nos braços dos pais.

Eu choro, sozinha, me sufoco.

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