Moribundo

O corpo dele doía por todo lado. Não havia um membro sequer que não estivesse dolorido, o suor escorria pelas costas e a boca seca gemia

– Clamo, ó Morte, me leve!

Mas a Morte não vinha.

Derrotado em sua própria dor, fechou os olhos e chorou.

– Toma esse remédio, senhor. – A moça sussurrou enquanto colocava o copo em seus lábios e segurava delicadamente até ele beber.

– É amargo.

– O amargo cura a dor.

E ele sorriu, porque toda sua vida dolorida, foi amargo e nunca se curou.

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