8 ou 80 não importa o recipiente. 

Meus olhos transcendem o opaco que aumenta com o tempo. 

As pernas fraquejam diante do perigo eminente: a morte. 

Dos lábios rachados e finos eu canto um hino há muito esquecido: o Adeus. 

Depois das memórias perdidas eu busco o som de um beijo jovem, em anos. 

O meu peito era farto em força e cheio de sol, agora, o nada é branco e fraco. 

Os dois que vejo em você se separa entre ideias e conceitos, adeus. 

Adeus memória, meus ouvidos não são os mesmos, não entendemos adeus, só o agora. 

Estou velha, não morta. 

Estou aqui, viva. 

Meu peito chia, minhas pernas tremem, mas minhas memórias, minhas memórias são nítidas. Não leve, deixe, é meu então fica. 

Agora, na cama, na grama, na maca ou no teu colo, para sempre jovem, o espírito é livre. A alma é jovem. 

Anúncios

Comente.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s