De onde venho o meu nome se pronuncia “covarde”. 

Larguei a caneca na mesa e fui para o banheiro. Os passos que eu escutava viam de cima. Até onde um homem pode sentir medo? Não sei, mas meu coração bateu tão forte que eu mal conseguia fechar a boca. Os meus olhos nublaram. Liguei para a polícia. Os passos iam e vinham. Paravam. O que eu fazia antes da minha morte? Estava intercalando entre trabalho e pornô, e o pior, eu morreria com meu computador ligado. Será que vai dar tempo da polícia chegar? 

– Senhor se acalme. – Mas eu só chorava e respirava com dificuldade. Os passos estavam altos. Era agora. Será que serei estuprado? Sou jovem, sou bonito. 

Fiquei trancado no banheiro até que a sirene me indicou que haviam chegado. Procuraram e não acharam nada. Foram embora. Me deixaram seguro. Era um gato, talvez? 

Respirei fundo. Os passos novamente. Dessa vez acendeu a luz. Fui olhar e não era nada. 

Me deitei, mas agora os bichos sobem na minha pele e quando olho não há nada, ácaros. 

Passos novamente. O medo cega meus olhos e trava minhas pernas. O intruso se encontra na minha mente.

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