Ouvindo o som dos carros de olhos abertos o escuro. 

Se você saísse do seu corpo, você se reconhecer ia? 

Se você olhasse para suas mãos iria se lembrará das linhas que te marcam desde antes da luz? 

Se você gritasse socorro, seria sua voz? 

Andando no escuro, você sabe onde está a sua paz? 

Olhando no espelho, esse estranho é você? 

E o seu medo? Você o alimenta com suas próprias mãos. 

Se você se perguntasse o teu nome, ele seria mesmo teu? 

Quem é você camarada?

Quem é você que está aí se perguntando quem sou eu? 

O medo é maior que você porque ele veste tua roupa, anda no teu corpo, fala com tua boca e olha com teus olhos. Quando te chamam é ele que responde. 

O medo que te gera é gerado por você.

Se você mentisse pra si mesmo continuaria sendo uma mentira? 

Andando no escuro não encontra a voz, pediu socorro, gritou, gritou. 

Ainda grita, estranho. 

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