O nome que eu tenho devia ser outro. 

Achava Edgar um egoísta estúpido que bebia por diversão. Achava que ele queria atenção e era preguiçoso por ficar o dia todo no quarto dormindo. Achava que quando ele bebia até desmaiar era porque queria. Achava que… 

Que… 

Agora não acho nada. Porque eu me tornei pior que Edgar, eu acordo querendo dormir. Eu choro querendo esquecer essa dor que surgiu de não sei onde. Essa tristeza que me afoga de lugar algum. E quando eu estou tão triste, tão só eu só queria beber pra esquecer o que me atormenta eu me lembro da minha hipocrisia de achar que a dor do outro era mentira. 

Agora quem chora e quem sofre sou eu. 

Agora quem acorda querendo beber sou eu. 

E eu, que detesto tanto as festas. 

Eu que só quero dormir. 

Meu nome não é Edgar, mas poderia ser, porque nome é um rótulo e eu era Fulana e agora sou ele. 

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