No embalo dessa triste canção. 

Um rio de lava passa dentro de mim, enquanto meu corpo nu recebe o vento do ventilador. No fundo a voz que nunca foi minha entoa em notas suaves uma música que não quero entender. 

Devo deixar meus olhos abertos? Está escuro. Fechados? Está escuro. 

A lava se transforma​ em cobra e passa por meu corpo gelado e quente. Estou quebrada, aos poucos respiro pelas frestas que sobrou de meu pulmão. 

Alguém me remixou e me deixou louca, louça. Minhas drogas estão me deixando viajar num mar de ansiedade irregular. 

Me viro, com os olhos fechados, porque escuridão é escuridão. E com os olhos fechados e deitada de lado o meu corpo se sente melhor. 

Numa caixa, quem se sente melhor? 

No escuro, quem se sente melhor? 

Sozinha, quem se sente melhor? 

A cobra se foi é só ficou eu e minha pura emoção danificada, agora não tenho a quem culpar se não eu. 

No escuro, deitada, sozinha, eu me sinto melhor, no meu pior. 

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5 pensamentos sobre “No embalo dessa triste canção. 

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