Nossas mãos para o céu não era sinal de agradecimento. 

De forma que andei por toda parte e tirei meus sapatos os vidros me cortaram, já não sinto meus pés.
De forma que meus dedos tocaram e todas teclas se foram ficou só a melodia em minha cabeça num mundo que é só meu. Me restou.

Parte já pra outro mundo, foge dessa serpente em forma de borboleta que te diz maravilhas ilusórias.

Não vê?

Não vê?

Teu chá de canela já se esfriou e tudo o que sangrou já se foi. Teu corpo está limpo das doenças de teu sangue e agora o que eu vejo é só teu sorriso sem dente.

Fure tua cara com essa bala que está apontada pra mim, que de doce não tem nada. Tire essa sua maldade que escorre pelos lados e lançam flechas de medo em minha direção.

Eu tremo, tremo, tremo.
Mas você é uma criança corrompida que foi tirada da teta da tua mãe, o leite que te alimentava se tornou sangue podre em tuas mãos.

Nossas almas choram, choram, choram.
Estamos atormentados, e você entupido de droga, (me perdoa), mas até o rabo.

Um são dois e dois é um. O outro que também é parte de ti é apenas uma marionete na mão deste mundo de crimes, os olhos me imploram perdão o que já lhe foi negado faz tempo.

-Calados, isso é um assalto. – E tudo o que você levou não foi só um carro. Uma infância jogada fora, um sopro as suas inocências, que quando meninos brincavam de carrinho e hoje os toma dos mocinhos.

Adeus! Adeus jovens velhos, são só mais dois peões nesse mundo podre que os engole com seus dentes tortos.
Atrás das grades de ferros vocês estão só. Um é um e dois são dois.
Autor e partícipe, crime continuado.

Código Penal Brasileiro: Art. 157 – Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:

        Pena – reclusão, de quatro a dez anos, e multa.

§ 1º – Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.

        § 2º – A pena aumenta-se de um terço até metade:

        I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma;

        II – se há o concurso de duas ou mais pessoas;

Já eram as crianças, agora são apenas dois ladrões.
Engolidos no mundão, mortos sem as devidas celebrações.
A morte vem para todos, mas para uns ela vem antes mesmo de a vida pensar em expirar do corpo.

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4 pensamentos sobre “Nossas mãos para o céu não era sinal de agradecimento. 

  1. O que nos foi tirado não era nosso… era apenas um bem. Não o bem maior que é a vida.
    O que é para aprendizado deve continuar. Tudo na vida tem um porquê. Os anos nos ensina isso.
    Sei que ficará uma lição e que não seja o trauma e o medo. Te abraço.

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