Relatos de uma noite in-sono. 

Eu tive um sonho, disse ela. Nesse sonho eu estava deitada e uma mulher gorda veio até mim, sorriu e me rasgou. Doía, como doía. Ela sugava minhas virtudes, minha essência e me dilacerava por fora é por dentro. Aquele doce líquido que saía de mim se transformava em um líquido podre e fedorento. Os vermes bebia de seus lábios e ela ria para mim. Todos viam, todos viam e não faziam nada, falavam comigo e eu ria. Ria e chorava por dentro de dor e desespero. Essa mulher se foi, não a vi mais, mas ela ainda estava presente em mim, como se houvesse me corrompido e colocado seu dedo podre em minha alma e a envenenado. Depois disso veio um homem e um rapaz. Ele gritava e o rapaz ria. O que havia em mim que estava inteiro foi rasgado, novamente sugaram minha essência, partiram minha alma e bebiam do meu ânimo. Riam entre si, gritavam como selvagens. Como eu ria. Deus, como eu queria chorar e não conseguia. Tudo o que restou de mim foi um pedaço de alma, um pequeno pedaço podre de alma. Acordei. Sozinha e rasgada, dilacerada. Ri. Cadê minhas lagrimas? Eles beberam. 

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