Alucinação. 

Já está escuro, diz ele. Está sentado na mesa vendo o fogo queimar a lenha, apenas em sua cabeça. De longe, ao seu lado esquerdo escuta o som de tiros. Filmes. Á sua frente se ouve os gritos do vizinho, vive brigando com a mulher. Ou é ela quem briga com ele? Se sentou apenas para esperar o sono chegar, e agora que já está chegando não quer mais sair. Será que é porque tomou o remédio? O fogo continua a queimar, e é nesse momento que o gato entra. 

Está frio, diz o gato. Mas ele se pergunta o que gatos sabem sobre frio? Seus corpos são quentes e cheio de pelos. O gato o olhou, como se nada importasse o frio chega para todos, não sabia? O gato fala para ao homem. O homem, absorto em seus pensamentos medíocres não vê que o gato fala e nem escuta suas palavras felinas. Tarde demais, se levantou com cuidado, colocou a cadeira no lugar. Gosta assim, das coisas certas, porém, se esquece que nem tudo o que faz é certo. Um homem medíocre, hipócrita. Normal. Deixou o gato lambendo o pelo, junto ao fogo. Não olhou para trás. Agora é tarde. Foi dormir. 

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8 pensamentos sobre “Alucinação. 

  1. Needed the “Google”-translator, because I am not so good in reading literary Portuguese, but I wanted to know, what you are writing about and to thank you for following my blog.
    My small skills in your language are one thing, but your thoughtfull words are feeding the imagination quite well, and so I will come back.

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