Teu corpo é minha cidade onde vivi só.

Deitei nas tuas olheiras e dormi profundamente.

Aproveitei os teus olhos escuros e mergolhei em tuas memórias. 

Já não sei mais se quero estar em tua cabeça. A rua se faz melhor – Morar em teu coração é um inverno constante. Já perdi os teus sonhos. Nunca foram teus. 

Andei em teu corpo e senti tua pele de chuva. – Sol, lama. Bagunça tua. 

Abre os lábios. Abre a boca menino. Pedi tuas palavras, mas me deu tua música. 

– TUM TUM TUM TUM. 

Dancei tua música. 

Os teus braços viraram cama. O calor de ti emana. 

Velho, velho. Cheio de manias. Mas quem disse que não amo? 

Ritmo. Ritmo. Ritmo. 

Já dizia teu coração. 

– TUM TUM TUM. 

Enfim fechou, teus olhos de sono. 

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