Conveniência.

Suspirei outra vez. Jorge estava novamente alterado, sentia o cheiro forte de cigarro em sua roupa, as olhadas pelos lados, o fungar, a inquietação.
Meu coração se apertou, eu como eu não posso fazer nada, só o vômito me vem pela boca.
– Dormiu bem, espero.
– Hum. Ah, sim. – Não usou nem da boa educação, não me perguntou se dormi bem. Fui educada de forma respeitosa, estou atenta aos bons costumes. O cheiro forte me dá outra onda de ânsia.
– Está fedendo!
– Me desculpe Sônia, vou tomar banho. – Ele se levanta, com aqueles olhos vermelhos,al tocou no pão, o café nem cheirou.
Fiquei sentada o olhando ir pela porta, mais um banho? Água na limpa a podridão que vai ao corpo. Quantos coquetéis cura esse amor maligno?
– Dormiu em casa? – Pra quem pergunto? Para as paredes, claro. Mas as minhas, ao invés de ouvidos elas são surdas e mudas.
O chuveiro ligou.
Ah Jorge, você pecou.

Ester Sousa.

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