Somos todos assim ou apenas esnobes demais?

Somos seres de rotina.  Rotina gera vícios.  Vícios geram morte. Morte gera penitência.  Penitência me gera. 

Fechei os olhos por um segundo,  eu devo ser de um mundo paralelo, não fumo, não bebo, não transo, não cometo pecados. Mas eu pago por tudo isso. Todos os dias. 
Acordar se tornou um fardo,  confesso que estou cheio desses humanos fúteis. Odeio essa vida de capitalistas sujos e repulsivos. Odeio todos,  se não a mim mesmo.  Olho para os lados e o que vejo é a mesma coisa de sempre. As pessoas e suas crenças no próximo, as suas futilidades marcadas por aniversários, compromissos.
Acorde! Vamos todos morrer.  Se não peco? Sou o pior dos pecadores. Sou o pior dos mentirosos. Eu peco. 
Me dê um cigarro e o fumo.
Me dê álcool e o bebo.
Me dê uma puta e a fodo.
Me dê comida e a como. 
Me dê uma arma e eu mato.
Me dê dinheiro e eu gasto.
Me dê mentiras e eu as conto.
Me dê o amor e eu o destruo.
Sou o pior dos humanos, se não o pior dos seres.  Sou a verdade engajada na mentira. Vivo de suas clemência. 
Ah,  como é difícil ser eu. Um alien nesse mundo sombrio.
As cores que vejo tem tons de negro. 
Os sons que escuto são gritos e urros.
Os cheiros que sinto tem podres e enxofre. 
A onde eu vivo tem mortos e todos são vivos.
Que lástima ser eu.
-Quanto é o maço de cigarro?
– Treze e setenta e oito. – AH os meus vícios,  sou só mais um humano tolo cercado pelo capitalismo.

Ester Sousa.

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