Quanto vale um gemido de leão? (+18)

Você sente a presença de um animal selvagem numa questão de quilômetros.  O cheio da sua pele crua transborda poder.  O andar que ele te segue faz sua pele se arrepiar e enviar espasmos para seu sexo. A forma como um leão o olha faz desejar que ele a lambe. O corpo nu. A pele molhada. 
Minha respiração acelerou só de ver aquele animal andando.
– Faz tempo que não te vejo. Quanto tempo mesmo? –  Ele sorriu para mim e seus dentes gritavam ” Vou te morder até que você grite por misericórdia” eu suspirei. 
– Vinte e sete anos. –  Ele sorriu divertido.  Seus olhos de marrom dourado me despiu a alma. 
– Ora ora, então a última vez que a vi eu tinha seis anos? Creio que era muito jovem para que possa me lembrar desses… – Ele olhou para meu decote de forma sugestiva e subiu seu olhar para meu rosto, me devorando –  lábios tão distintos. 
Minha vez de rir. Tomei de minha bebida com um pretexto para não falar nada e para o olhar.  Seu cabelo curto pedia para ser puxado.
Enfim, engoli minha bebida e limpei meus lábios com a língua.
– Infelizmente senhor, eu não havia nascido, e também devo lembrar que nunca o havia visto antes.  – Ele sorriu como se me mostrasse que apesar de estar se mostrando encantado era ele quem era a fera. Era ele o leão, ele quem comia. 
– Fascinante. Certamente vai me acompanhar até um drinque? Creio que posso oferecer algo melhor do que este eu está bebendo. 
– Vamos ver se é um homem de palavra. –  Ele apenas continuou me olhando com seus olhos marrom dourados. Passou a mão pelas minhas costas descendo até a cintura, não foi suave, foi forte, pra mostrar que estava ali. E somente ele.
Seu andar me fascinava, parecia um leopardo espreitando a presa.
Entramos num carro e seguimos até sua casa.
Ah, como seria ótimo se este leão fosse tão bom quanto mostrava. Tudo em um homem só, leão, leopardo, guepardo, tigre. Uma fera completa.  Mas hoje meu destino resolveu brincar comigo, e eu estava longe de ser a refeição desse felino. 
Sentei confortavelmente na cadeira e o observei. Coloquei minha bolsa e meu casaco de lado, no chão perto dela.
– Tem uma casa adorável.  – Eu não estava ali pra ver a sua casa. Eu estava ali pra fazer as duas melhores coisas que eu sei fazer. Ou três. Uma delas era mentir. 
Ele andou envolta de mim transpirando sexo.  Seu cheiro misturado com vinho, com loção pós barba, com colônia masculina. 
Suas mãos fortes tiraram o copo da minha mão, começou a passar pelo meu pescoço como se procurasse a forma mais rápida de me matar. Eu molhei. Meu coração palpitou me traindo por um segundo. 
Olhei para aqueles olhos que brilhavam perigosamente. Eles mostravam desejo, raiva. Tudo que um animal selvagem tem. Meu vestido deslizou facilmente pelo chão. Ele passou a mão pelas minhas pernas arranhando, saboreando a carne. Quando chegou na minha bunda ele demorou mais, alisou como se estivesse apreciando a carne que ia comer.  Tirou a mão me negando seu carinho, choraminguei com o olhar. Mas sua mão voltou com força, num tapa seco. Abri a boca. Ele enfiou a língua percorrendo meus lábios, passou pelo meu céu da boca. Tirou meu sutiã,  rasgou minha calcinha. 
– E a sua roupa? –  Gemi. Foi tudo pro chão. O corpo da fera era dourado, um bronzeado que necessitava ficar horas trabalhando no sol. E o trabalho foi bem feito, nada de músculos saltando. Tudo no lugar, tudo normal. Geralmente não me importo com o tipo físico, mas a fera tinha que mostrar todo seu esplendor. 
– Escuto seus pensamentos de longe.  Não gosto de ser colocado em segundo plano. Quero que só pense no desejo. No nosso. – Ele lambeu a parte lateral do meu corpo, mordeu as minhas pernas, apertou meus mamilos e sugou. 
Oh como ele sugou.  E quando eu já não aguentava ele desceu a boca até minha barriga, sem deixar de mordiscar.  Desceu até a minha coxa e foi subindo para o centro do meu corpo, onde eu latejava.  Onde eu gritava pra ter seus dedos, sua língua. 
Ele entrou com um dedo,  brincando com meu desejo, me enlouquecendo. Meu corpo revirava em espasmos de prazer.  Foi aí que ele colocou a língua. 
– Vira de costas –  Ele puxou meu cabelo e meteu. Torturou meu corpo com a lentidão, e depois, quando ele começou a ficar rápido eu gritei. Gritei e gozei.
O meu corpo todo estava dolorido das mordidas, dos apertos. Arranhões.
Eu nunca havia sido dominada.  Mas um homem tem que se sentir importante antes de morrer. 
– Sente-se aqui. –  Mostrei a cadeira. Ele sorriu e foi onde eu pedi. Comecei a chupar ele, o pau latejando em meus lábios.
– Goza em mim. –  Falei com a boca cheia. Ele sorriu entre os gemidos. Minha fera estava dominada. Antes que ele gozasse eu peguei minha bolsa e puxei a arma. 
Seu pau explodiu junto com meu tiro. Ele gozou na minha cara quando sua cabeça explodiu com a bala. Fiquei suja de sangue e porra.
A noite havia sido excelente. Eu havia feito as três melhores que eu sabia fazer.  Matar, sexo e mentiras. 
Uma mulher pode se dar o luxo algumas vezes. Ainda mais no meu ramo. Sorri para minha fera morta.
– Maria? Rua St Teresa, número quatro. Venha em dez minutos. Quero tudo limpo antes da manhã. Sim, apenas o quarto e o corpo. Quero que nada mostra que eu estive aqui.  Ok. –  Sai pela noite, um trabalho bem feito é um trabalho sem vestígios. 

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