La La La Baby.

A garota estava pálida, a medida que ia andando seus passos ficavam curtos. Os cílios eram tão longos que parecia indecente a forma como ela piscava, me chamado, imagina esses cílios me roçando.
Mas você não sabe que todos temos um passado? Faz tanto tempo que eu não a olho que me esqueci de como a olhar. Existem esses momentos os quais você se torna tão intimo de tal coisa que é como carne e unha, yin e yang. As curvas do corpo dela eu poderia decorar, como palavras indecentes que me passam pela cabeça eu decorei o seu olhar.
Quem é você estranha que abriu o meu corpo e se infiltrou nas minhas entranhas. Me dói seus lábios, seu perfume me enlouquece. Se para cada passo que dou um eu regresso.
– Minha garota está gemendo com outro cara?
– Gemendo? Igual uma égua.
Existem esses momentos que você se perde e se perde e enlouquece. De tantas formas que eu busquei, ah, me volta ócio, me busca de volta. ME SALVA.
Pra voltar eu tenho que lembrar, tudo começou com ela, a cor da pele dela, os passos curtos, o olhar. E os lábios?
– Não querido, mentira, eu não fiz nada na tua ausência.
Droga, a cadela sabe como me enganar. A lábia dela é perfeita, a língua dela é divina, ela poderia dizer LA LA LA LA BABY e me fazer gozar. Droga, venha aqui garota. Eu mostrarei o teu caminho, sei que esta perdida e meu colo é o teu lar.
– Ei, o senhor está bem?
– Olha bem pra mim boneca, só estou bem com você!
É assim que descobrimos o fim do nosso primeiro amor, com um tapa e uns lábios vermelhos mascando um chiclete sem sabor.
Quem nunca? Sou só um velho viciado em cigarros de um real.
Eu voltei. 

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