A primeira parte da minha morte.

A primeira vez que cometi suicídio foi quando estava parada olhando um ribeirinho.  A água limpa me trazia uma tristeza profunda que se tornou monotonia.  Pra que viver nessa vida? Foi o que me perguntei.  Eu ainda não havia aprendido a nadar, pulei.  Morri talvez por dezoito segundos, quando dei por mim eu estava sentada.  Mão acreditei na minha má sorte, como pode alguém querer morrer e o seu corpo não ser o suficiente?
Talvez tenha sido esse o maior truque de Deus.  Nos fez perfeitos do nosso jeito para que a nossa imperfeição tenha sido que ser atingida externamente. 
Depois dessa vez morri várias outras vezes.  Todas elas em vão. 

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