Dor que não tem fim.

– Venha comigo, corre.  Nós vamos chegar ao céu! –  Os olhos dele brilhavam no sonhos,  ambos corriam s direção sobre a grama verde e suave.  Subiam o morro com suas pernas infantes e imaginação sem limites. 
Ela abriu os olhos,  e no milésimo de segundo que os fechou sentiu uns lábios gelados contra seus lábios quentes.  Abriu os olhos, mas o beijo já havia sumido.  Estava sendo assim nos últimos meses.  Toda noite o mesmo sonho, toda noite o beijo. E nunca seu coração vacilava, por mais rápido que batia ele continuava firme.  Como pode?
Os olhos dela procuravam no dia sentido.  Algo a se prender algo a ver, buscar.  Mas sempre que os fechava, sempre que olhava para qualquer coisa, por mais inútil que era, ela se levava dele.  E como a havia abandonado.  Por quê? Morreu tão jovem que nem seus sonhos ainda haviam se formado.  E o amor dela, desde antes a subida no morro, desde antes do aniversário de doze anos, desde antes da descoberta da doença, e muito depois depois de sua partida ainda continuava lá. O amor. 
Fechou os olhos e voltou a sonhar, desta vez ele se virava na cama de um lado para o outro. 
– Me deixe ir, não aguento mais de dor –  E os olhos dele tombavam em lágrimas.  Ela não conseguia o deixar.  Nunca conseguiria. 
– Você está bem meu amor?
– Estou –  E o velho hábito se repetia.  Nunca pararia de mentir.  Nunca. 

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