Tic-Tac de hora marcada.

Se chamava Seis horas. 
Mas sempre quis ser Meia noite. 
O ponteiro das doze horas. 

Com tanta vontade de ser madrugada,
Começava tarde a amanhecer. 
Quem sabe se fosse rápida se transformaria em outra hora. 

Resolveu então mudar,
Do que adianta ficar só numa hora. 
Do que adianta esperar?

Um dia, mais do que os outros,
Ela saiu a andar. 
Andou, andou. 
Achou o que queria. 
Todas horas reunidas. 
Chamou então aquele conjunto de relógio. 
Por que não?
Se transformou então em vários segundos. 
De dia foi para a noite. 
Trocou de lugar com as Vinte e duas. 
Passou paras as Vinte e três. 
Quando se transformou em zero horas cansou.
Como era bom ser todas horas. 

Em um dia de tanto mudar
Ela travou. 
Dormiu num sono eterno entre os minutos do relógio. 
Parou o mundo. 
Hibernou a terra. 
Eram tantas horas que esqueceu a conta.
Banida daquele mundo virou nada mais que criança. 
A pequena menina tristemente olhou para o relógio e lembrou como era ser o tempo. 
Ficou olhando por tanto tempo aquele tempo. 
Travou. 
Uma menina de hora marcada. 
Às seis horas, já amanhecendo ela partiu. 
Não era mesmo que a pequena menina nasceu para ser Aurora.

Anúncios

Comente.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s