Asas que brotam no estômago são borboletas que querem voar livres.

Ela estava sentada quando a primeira borboleta pousou em seu braço.  Era pequena, grandes asas negras com detalhes rosa.  Ela a olhou e sorriu, um sorriso meio medroso. 
Eu a tinha visto, mas ela ainda não havia me visto.  Foi então que eu vi a outra borboleta.  Pousou em seu ombro nu.  Essa tinha detalhes verde por cima do negro. 
Apareceram borboletas em todo o seu corpo, começou a sair de seus olhos, nariz, ouvidos.  Ela olhava amedrontada por todos os lados. 
Havia tanta borboleta envolta de si.  Foi nesse momento que ela começou a tossir, tossir.  Até que mulheres de borboletas saíram de sua boca.  Voaram por toda parte ao redor dela. 
As borboletas a carregaram, iam saindo milhares por toda parte. 
Olhei novamente, tentei gritar para que ela voltasse.  Mas ela se transformou numa enorme borboleta colorida.  Tantas cores quanto o arco-íris. 
Percebi então, o seu corpo humano era um casulo.  Minha menina era uma borboleta mestiça. 

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