Lembranças que arrancam as vísceras.

– Alô? – a voz sonolenta e suave. Hortênsia ainda era uma flor. Minha pressão subiu e meu coração foi para minha cabeça, e tudo que eu escutava era o silêncio e o chiado da linha. 
Desliguei o telefone. 

” –  O que você está fazendo?  –  Ela riu alto quando coloquei a flor em seu cabelo. 
– Te ornando,  ó grande deusa! –  Ela riu e me beijou gentilmente no rosto. 
– Às vezes penso que posso te amar. 
– E porque não ama? Sou irresistível, minha mãe disse que quando nasci uma enfermeira me roubou.  Até que me acharam eu seu armário.  É  lógico que é mentira, eu era uma bebê muito linda pra ficar em armários.  –  Ela riu e me abraçou.  – Às  vezes eu queria ser outra pessoa. 
– Por que?  –  Passei a mão em seu longo cabelo negro e liso. 
– Você vai descobrir.  Tenho que ir,  tchau! Ela me mandou um beijo e se foi.  Fiquei olhando para as árvores por um bom tempo, eu tinha aquela sensação de felicidade que parece estourar, ou até que sou outra pessoa.  Me deu vontade de adorar cachorrinhos de rua, de tanta era a minha felicidade. “

– Alô?  Olha, já é três horas da manhã, eu sei que é você Manu,para de me ligar.  Que saco! Me esquece garota! –  O telefone ficou mudo, junto com meu coração. 

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