Ajuda que sai pela culatra.

– Me ajuda! 
– O que houve? Está tão tarde. 
– Eu… Não consigo falar,  eu estou com medo e… 
– Se você ficar chorando não adianta. Acalme-se! O que aconteceu?
– Um homem,  um homem me tocou,  ele.  Doutor eu,  e-eu…
– Fala,  eu te ajudo. 
– Meu pai,  ele… E-ele. 
– Te tocou? Foi isso?  Vamos chamar a polícia,  ele não vai saber que foi voc…
– NÃO!  N-não,  ele me machucou,  ele me tocou daquele jeito.  E-eu o matei. 
– Cadê o corpo? 
– Não sei. 
– Como não sabe? 
– Não sei. 
– Ele não morreu. 
– Mas você havia dito que.. 
– Eu ainda não o matei! 
– Vamos chamar a polícia. 
– Me abraça,  estou com tanto medo. 
– Claro,  quer um remédio?
– Não,  quero você! 
– Que?  O que é isso?  Você me atirou?  O que está acontecendo?  Pare, lembre-se de quem é.
– Você é meu pai.  É  meu pai!  Vai morrer!  Vai morrer!  É  meu pai!  Vai morrer! Vai morrer!  Vai morrer… 

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