Do seio ao peito.

O coração era tão duro que mal se sabiam do recheio.
– Faço tudo por você meu amor, por que não pode fazer tudo por mim? – E nos belos olhos que já haviam tanta tristeza havia o amor, e o amor dominava o olhar, o amor e o mal.
O homem a olhou e no seu olhar só havia amor, quanto amor pode caber dentro de um homem que só sabe amar?
O amor é cego e deixa cego.
– Eu faço tudo por você. – E o ego dele crescia, ele a amava, ele a sentia a amar.
– Mate – o. – Doeu.
– Mas minha rainha, minha lady, eu não posso. – Ela se virou.
– Como não pode? Assim como não me ama? Eu que te salvei e o deixei de salvar de minha loucura. – Aos gritos – Você me salvou da minha loucura. E não me ama? Se teu amor é tudo o que tenho?
– O que ele fez? – O sentido dele dele gritava, um inocente, sabia. Quantos havia matado por amor a ela? – Não o matarei.
– Eu sei, sei que não o matará – No que se dizia que ela podia chorar ela chorou. – Por isso eu o matarei.
– Ele é um inocente.
– Não a ele, você. – As mãos dela entraram no seu peito e de lá arrancou tudo o que havia, e tudo o que havia era somente ela, que o seu amor era maior que ele, somente dela.
Todo o amor dele se esvarou, assim como ela, se desintegrou. Destruiu a si com as próprias mãos. Geraldine, Randall Fischer.

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