Demoníaca humana.

Mordi-lhe os suculentos lábios até que uma pequena demonstração vermelha do sangue puro aparecesse. O gosto de ferro forte me encheu. Passei as mãos sobre os seios não tão grandes, mas que demoníaca, me fascinava, me excita só de olhar.
– Me beija? – Deixou intrínseco o “onde”. Beijei onde me deu vontade. Ah, que lábios!
O corpo dela pagava fogo, e toda essa chama me consumia, fiquei bêbado de gozo.
– Você me enlouque – Mas do que adianta fizer isso? Já sou louco, a jogar na parede de costa, puxando o cabelo molhado do nosso suor, só fez provar o diagnóstico.
– Louco – Ela riu tilintando o ar como se fosse como um copo cheio de champanhe.
Tentou se desvencilhar de meu laço, adoro a enlaçar. O corpo tão pequeno, tão perfeito, tão encaixe no meu.
Parecia uma obra de arte a ser agraciada, nada que eu não fizesse. Coloquei minhas mãos em obras, como um cego a conheci pelo tato. Os lábios que já estavam vermelhos de meus beijos ficaram ainda mais machucados com as mordidas que ela mesmo deu, todas por mim, todas para mim. Ah, como me sinto em gozo, como sei que meus dedos a embebeda no mesmo champanhe que bebo.
Champanhe amor, conhaque não chega nem perto desse sabor.
– Agora! – Ela gemia. Mas qual é a alegria de dar o que ela não quer? Ela realmente quer mais, mais de minhas mãos, mais de meus lábios. E eu sou todo dela.
Minha demônia é humana. Me seduz com seus pecados.
Não me canso de cansar, os copos suados lutando em uma dança eterna de prazer.
– Agora. – Pobre de mim que cai em teus encantos.

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