Diversas formas de coração.

– Pra onde está olhando?
– Uh? – Piscou uma vez, se esticou deixando a mostra os seios pequenos e a barriga lisa. – Nada.
O homem a olhou de soslaio, não obrigava a olha-la. Da mesma forma como não perguntava se ela estava arrependida. Dava ânsias só de imaginar a resposta, diante que o olhar dela já dizia tudo.
– É um quarto agradável. – Virou-se para ele, encaro-o de forma jovial.
Onde estava a mulher que há pouco mordia-lhe os lábios, arranhava as costas, sugava-o com fome?
– Eu os construí. – Subentendido.
– Com as próprias mãos? – Os pequenos olhos se abriram de forma exagerada, como ela poderia se parecer com uma menina tão facilmente?
– Não, com meu dinheiro. – A risada dele não chegou ser alta, mas foi o suficiente pra ser uma risada.
Ele deitou de costas pra ela, o dia estava claro, mas havia tanto sono dentro de si. Ela parecia-lhe uma criança. Fechou os olhos, mas o coração começou a bater rápido quando ela deitou-se em suas costas roçando o cabelo curto e o esquentando com o pequeno corpo quente.
– Gosto de você. – Será que ela não sabia que aquelas eram palavras perigosas? Que faz um homem ter desinteresse em tal mulher? Mas ela não parecia ter medo.
– Hum. Você está mordendo minhas costas? – Ela riu, e o abraçou com o corpo todo. Ele a jogou sobre o corpo, dominando-a pra ele. – Ninguém morde minhas costas. – Ela riu, a risada dela o levou para um lugar que poucos homens conhecem. Nisso ele a beijou, não como um louco, não como um bobo, mas com necessidade.
– Você também gosta de mim?
– Ah, é? – O corpo dele gritava o nome dela, ardia só de não a ter.
– É – e ela era decidida.
Não queria parecer um bruto, mas puxar o cabelo dela e a ver em chamas era tão necessário naquele momento como um homem sedento no deserto ao lado de um copo de água.
Ambos estavam sedentos.
– Gosta. – Não sabia ao certo o que ela queria dizer com aquilo, mas ele gostava.
Voltaram a brincar nus, um dentro do outro. De diversas formas. Um sendo o outro. Gostar não importava mais, ele voltou a ser selvagem e ela era sua presa.

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