As formas esquisitas de se viver a vida.

Havia uma menina pequena e rápida. Estava sempre correndo, e parecia não viver a vida, apenas se preocupar. Ora, mas quem, por diabos pode julgar alguém tão pequena, tão rápida, tão séria e tão, tão… Tão doida?
Eu! Confesso que meu egoísmo é perverso e meu pré-conceito é ferino.
Olhei-à de longe, das trevas do ego em que habito e percebi com devera certeza que ela era louca, louca de pedra, desregulada, maluca, lelé da Silva – ou da Cuca?
E a menina, que todos sabemos sofrer de um desvio mental carregava no braço cinco relógios. Todos parados. Imagine só tamanha loucura!
Humanos, vejam, olha a louca solta.
Pobres humanos, são tão cheios de si que mal enxergam seus próprios defeitos, e pior, se orgulham deles.
A menina, correu para a esquerda e um vento forte a levou para a direita, antes que ela voltasse alguém a chamou, e ela, tonta, foi.
Parou, olha que façanha, alguém como ela, ela, parou. E olhou para os relógios e sorriu. E por mais que o tempo ali estivesse parado a mente dela voou e voltou para algum outro tempo distante de nós.
A louca, louquinha era ainda mais sã que todos nós.

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