O suicídio virou sua própria sorte.

Oh, meu amado insano marido.
Que aqui eu deito eterna.
Do meu seio cheio ferido.
O leite que derrama é vermelho.

Promessas em vã as escrevi
Perdi entre tantos os outros indícios que um dia já fui sã.

A corda que me embebeda no ar está amarrada para matar.
Se o amor também é dor eu não quero amar.

Ah, infiel doentio.
Que nojo eu sinto.
Tira-me a roupa.
Tira-me as vozes.
Cansei de chorar.
Felicidade nem mais eu sei.

Oh, meu querido amigo.
Se me tens em memória me liberte agora.
Deixe-me partir no embalo suave de balanço de corda grossa.
Quero sonhar e sonhar.
Que deixe o amanhã para os sãos.

De louca foi só o que me restou.

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