Crê na criatura que te matou.

Me apaixonei por um fantasma. Há duas décadas atrás quando ele ainda era vivo e me fazia sentir morta.
Hoje, talvez depois de morta posso o encontrar. Cuspir em sua cara todos os vermes que engoli.
Se morri foi por ele.
Depois da valsa que bailei perdi as contas de quantas vezes.
Não terminei ainda.
Não desejei ainda.
Décadas de perambular.
Comi o pão que ele amassou.
Fantasmas não resistem a almas penadas.

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