O cheiro doce de opção única.

– Você tem uma opção. – O quarto estava escuro e com um cheiro doce.
Doce de cadáveres. Doce de desespero. O doce impregnado na alma que fazia um homem são se tornar diabético.
– Não tenho.
– Estou te dando.
– Haha, qual escolha? – Você não pode ver o que vejo. Um homem amarrado numa cadeira dura e pequena. O corpo sujo, cheio de excrementos, sangue seco e feridas. Ele estava vendado, sorria um sorriso triste. Você vê?
– Você pode me da-las!
– Nunca. – O  homem que estava em pé sentou no chão. Respirou com dificuldade e se levantou.
– Sua escolha. – O soltou e colocou uma faca em suas mãos. – Somente sua.
O homem que estava sentado se levantou com dificuldade, pegou a faca. Chegou perto do homem de pé, e antes que ele fosse recuar o abraçou.
– Minha escolha é perdoar. – Então, pegou a faca e rasgou o pescoço do homem. – Me perdoar.
Sentou na cadeira, segurou a mesma faca e passou-a nos pulsos. – Até que a morte venha. – Mas a morte estava lá, e ela sorriu. Nem eu e nem você viu. Ela não chega para os que são cegos pra vida. Ou seria para os que enxergam a vida?
O quarto cheirou azedo. O que estava escuro se iluminou.

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