Estômago inchado, consciência brotando.

Esta num quarto de hotel. Um lugar bem decorado, não um dos melhores, mas um dos bons. O ar ligado gela o corpo, esse frio que separa de fora. Do calor de fora.
A TV ligada, um sanduíche comido pela metade. O pior de tudo é a barriga arredondada. O estômago dói, a consciência dói. O medo grita.
A mulher olha pra fora da janela, ali longe há um homem. Ela tira a roupa para ele a ver, mas ele não a vê. Ninguém a vê. Está presa num manicômio de sãos.
A barriga arredondada dói. Será que é?
A vontade de vomitar já faz tempo, queria comer mais, mas não tem fome.
Algo lhe sussurra, algo lhe intimida, é só a TV ligada rindo.
Está sozinha. Está casada consigo. O homem da outra janela sorri para alguém. Será que é para a outra vida? Será que ele pode ver?
Se ele pode, todos podem!
Ela abre a janela, deixa o vento frio e o ar quente se baterem. Ela pula. O homem a olha. A olha agora.
Mas então ela dorme. E em seus sonhos ela sonha com o verdadeiro amor, ele não tem rosto.

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