Confissão de um morto que sussurra nas mentes dos loucos.

Você corou? 
Quando eu a beijei a força. 
Você chorou? 
Quando eu bati no teu rosto. 
Você pecou? 
Quando eu entrei em ti. 
Você me amou? 
Quando eu fugi. 
Você me procurou. 
Junto com um filho na barriga. 

 

Eu disse que iria rasgar o teu útero. 
Eu disse que iria te cortar. 
Você sorriu. 
Sorriu quando eu comecei gritar. 
Me chamou de coisa ruim, o nome que não citamos. 
Me agrediu com tuas palavras podres. 
Você não chorou? 
Quando eu te chutei com meu terror. 
Você não correu?
Não teve medo? 
Eu não o faria se o tivesse. 
Por que não me temeu? 
Por que morreu? 
Agora terei que criar esse filho, que nem é meu. 
Você se foi? 
Se cobriu no manto eterno da terra escura. 
Sorrindo, sorrindo com teu sorriso maligno. 
Acabou com tudo que era meu. 
Ele não chorou quando eu a mostrei.
Morta por mim.
Morta por mim. 
Morta por mim. 
Ele morreu.
Morreu por ti, jogado podre no banheiro. 
E eu, eu ainda estou aqui. 
Você corou? 
Quando eu nunca a amei. 

Imagem

– Não sou louca. Não sou louca. Não sou louca.
Sou doente de alma. Sou doente de louca.
Será que nos faz diferente ser quem somos quando vocês mentem?

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