Amor, a mor, a mártir dor.

A minha alma chorou hoje. 
Sangue em sabor de mel. 
Procurei escudo na minha fé. 
Mas ela é tão pequena que não me esconde. 
Não me esconde. 
Minha alma se rasgou de dor. 
Preciso de Ti. 
Preciso de Ti. 
Me contornei no corpo, procurei um lugar entre as brechas. 
Não tenho medo do escuro, não tenho medo do obscuro. 
Tenho medo da luz, onde todos possam me ver. 
Olhei para o céu e gritei. 
Gritei comigo, gritei pra mim. 
Se alguém tem culpa sou eu. 
Se Ele  não está perto foi eu quem afastei. 
Adeus meu eu.
A Deus eu vou. 
Meus membros estão moles, sem ossos que sustentam. 
Igual minha pobre alma, que meu corpo não aguenta. 
Esse peso, essa dor. 
Quanta lamentação. 
Vou sorrir, vou sorrir e mostrar que posso ser feliz. 
Olhe meus dentes tortos.
Todos mentem, todos mentem. 
Eu, 
Eu minto. Eu também minto. 
Voltei para dentro meu bem, a noite já se foi. 
Eu também sinto. 
Fingir que sou um mártir não vai me transformar em herói. 

 

Meu corpo é um pote seco que guarda um líquido vívido.

Meu corpo é um pote seco que guarda um líquido vívido.

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2 pensamentos sobre “Amor, a mor, a mártir dor.

  1. Depois de tempos, voltei… e amei o título e as passagens “Adeus meu eu.
    A Deus eu vou.” e “Fingir que sou um mártir não vai me transformar em herói.” Vamos superar essa dor de amor e revelar esse amor curativo! Abraços Ester.

  2. Quanto tempo, fico tão feliz em te receber como um amigo que mora fora e vem de passagem na nossa casa! Espero te ver mais. Espero te visitar mais. Eu vou.
    Abraços, e fique a pergunta, qual seu nome?

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