Uma dor emocional tão grande que chega a apertar o coração.

“Era uma noite escura. Não havia lua, muito menos estrelas. Acho que foi a primeira vez que eu via uma escuridão tão densa. Até a escuridão que ocorre quando se fecha os olhos era fraca comparada com a escuridão que essa noite se encontrava. Não parecia algo natural, tinha um certo tom, algo estranho, parecia até algo sobrenatural.

Era mais ou menos 23 horas quando eu reparei nessa escuridão anormal. Eu tinha saído de casa não devia ter nem meia hora, mas não importa a quanto tempo eu sai, eu não consigo lembrar o motivo de ter saído. Como já estava na rua, não custava nada andar mais um pouco, já que caminhar faz bem para o corpo, e fora isso, havia uma brisa refrescante. Fui caminhando, mas por incrível que pareça, nenhum pensamento vem em minha mente. Isso é estranho pra caralho, pois eu nunca antes tinha ficado com a mente totalmente em branco.

A rua era estreita, mas era toda esburacada, parecia que eu tava no Brasil. Olhei em minha volta e não tinha nenhuma casa “convencional”, tudo que eu conseguia perceber naquela escuridão era que só tinha prédios ali, mas não deu pra perceber se eram prédios  de apartamento ou prédios industriais. Os postes de luzes estavam acesos, mas não iluminavam mais que um pequeno fósforo aceso.

As vezes eu trombava num orelhão, outra com uma lixeira, já tava ficando todo roxo, mas o ápice veio quando pisei numa merda de algum cachorro qualquer. Isso foi um sinal pra minha caminhada chegar ao fim e eu voltar para casa. Eu não fazia ideia de onde eu tava, mas era simples voltar pra casa, já que eu simplesmente andei para frente. Comecei a andar de volta. Depois de um bom tempo com a mente em branco, apenas um pensamento rápido veio em minha mente: “Por que diabos não tem ninguém na rua?”. Por mais que seja, sei lá, meia noite, deveria ter algum movimento na rua. Mas nada, nem carro, nem pedestres. Será que tem algo a ver com essa escuridão? Logo após isso, simplesmente parei de pensar nisso,e minha mente automaticamente voltou a ficar em branco.

Voltando meu caminho, percebi que a brisa fresca tinha parado, e eu seu lugar, tinha um vento frio. Isso simplesmente aconteceu do nado, então eu me assustei (não que eu seja alguém que entende sobre ventos, mas foi estranho). E bem, logo depois me acostumei. “Esse tempo atualmente está muito doido, com certeza é tudo culpa do aquecimento global.” – Falei na hora, apenas para mim mesmo.

Acelerei o passo, não queria pegar um resfriado ficando exposto ao frio. Quanto mais próximo eu estava de casa, mais forte ia ficando o vento. Já sentiu um vento tão forte que chega a cortar? Eu nunca, até essa noite, quando uma rajada de vento veio ao meu encontro, e abriu uma ferida em meu rosto, jorrando um pouco de sangue no ar. era uma dor horrível e agoniante, quase comparável a dor de se cortar com papel.

O corte do meu rosto não foi o único. Quanto mais eu me aproximava, mais o vento ficava forte, e mais eu me cortava. Quantas horas será que eram? Não fazia a menor ideia, mas se eu continuasse a perder sangue nesse ritmo, eu ia desmaiar antes de chegar em casa. Precisava ser forte e conseguir. Eu tava perto, dava pra sentir pela intensidade do vento. Reconheci o meio fio quebrado de meu vizinho quando tropecei nele. Eu havia conseguido chegar em casa, e o vento havia parado. Mas havia algo estranho. No lugar em que havia minha casa, era apenas um terreno baldio. E no centro dele tinha algo grande, com uns 3 metros, e largo. Eu precisava saber o que era aquilo, e o que aconteceu com minha casa. Me aproximei e seja lá o que estiver naquele local, se mexeu e aparentemente me encarava.

– Olá senhor Gigitomanericki

– Er…. olá – Caralho, essa porra ta viva, e ta falando comigo.

– Sabe por que está tão escuro assim?

– Não, ‘você’ sabe?

– Sei, e não precisa de usar aspas para se referir a mim. Sou uma criatura viva, mas não sou humano. Eu me chamo Flyador. E eu causei essa escuridão.

– Você causou essa escuridão? Como? E espera ai, como que você sabia meu nome quando cheguei aqui?

– Hahahahaha, uma pergunta de casa vez meu jovem. Eu causei essa escuridão pois antes de vir para esse planeta, eu estava com tédio. Ai comi a lua e todas as estrelas desse sistema solar. Aquele vento que te cortou todo também foi causado por mim, mas ele foi uma consequência de comer isso que comi. Sabia que comer Luas e Estrelas dá muito gás? E bem, eu sei seu nome pois antes de pousar eu andei te observando, também fui eu que fiz você querer sair de casa. Apenas mexendo um pouco dentro do seu cérebro. E antes que pergunte, sua casa, eu comi ela também. Me pareceu muito gostosa.

Minha cabeça tava latejando. Que porra era essa que eu tava ouvindo? Um E.T. comeu a lua e as estrelas, comeu minha casa, e essa porra tava peidando em mim? Era demais pra mim ter que aguentar.

– E por que você tava me observando?

– Ora, não é óbvio?

– Não. Nenhum pouco.

– Ah, humanos, tão lentos… É algo simples, quando eu te vi, te achei muito gostoso, então eu fiz tudo isso pra poder te comer.

Eu me assustei na hora, e tentei fugir, mas tava escuro demais, e tropecei. E apenas vi aquela monstruosidade se aproximando de mim. Eu queria gritar mas a voz não saia. Depois disso, tudo ficou escuro”.

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– Então, senhor policial, foi assim que eu fui molestado. Quando eu acordei, era dia, e minha casa tinha voltado, mas… Você sabe o que não tinha voltado ao normal…

– ………. Tudo bem jovem, o boletim de ocorrência foi feito. Vamos atrás desse “alien” que te desvirginou.

– Obrigado por não rir da minha história.

Assim, acelerei a minha cadeira de roda e sai da sala do policial. Assim que sai, um outro policial entrou na sala em que eu estava, e os dois começaram a gargalhar. Aquele outro policial devia ter contado uma piada muito boa. Voltei para casa e vivi o resto da minha vida, com medo de aquele alien me encontrar, e com a parte abaixo da cintura dormente.

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Ps: Esse texto não tem nada a ver com o titulo. Há, enganei todos vocês.

Ps2: Esse texto foi bolado enquanto eu estava tendo um ataque súbito de tédio durante a aula de calculo, então as chances de isso ter saído uma bosta são bem altas.

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