Anos de serviço pessoal causa distúrbio de perca de nomes. Ou talvez alguma amnésia temporária.

– Mais um dia. Tem certo tipo de coisa que não temos respostas. Por exemplo, Por que, logo eu nasci? Em meio de milhares de espermatozoide, logo eu. Não tenho muitas qualidades, tenho preguiça até de respirar. Sou feio, do tipo que garotas só comentam pra dizer que sou fracassado. A última prostituta que paguei errou meu nome várias vezes. Tenho uma droga de emprego, a única mulher que amei morreu, não de verdade, claro, mas pra mim. Ou melhor, eu morri pra ela. Tenho tantos motivos pra perguntar o por que eu que nem sei mais se adianta perguntar. Deve ser algum tipo de destino, não sei. Mas qualquer coisa que sirva eu aceito, tipo quiabo, eu amo quiabo. Mas ninguém liga. Nem minha mãe. É meio assim com minha vida. Chega de lamentar, quanto é a hora docinho? – Oh Carlos, pra você é um preço bom. – Meu nome é Gaspar. – Foi isso que eu disse Geraldo! -“Então nesses momentos torno a perguntar, por que eu? Barrigada perdida, porra desperdiçada.”

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