Afogar, nadar. Estando em certos braços é como estar nos braços do mar.

– Me Excite – Ela dizia. Mas seus lábios nada faziam.
Como posso eu a beijar, se ela estava lá, tão longe na água como sereia?
Os olhos semicerrados pela luz pareciam pequenos botão de rosas douradas.
Não me olhe. Ela clamava, mas suas palavras não denotavam vergonha.
Me abraça, os braços se esfregavam.
Mas ela estava tão longe de mim, estou tão frio aqui.
O corpo sensual com curvas exóticas.
Beijos, meu bem, beijos matam.
Minha mente sabia que eu tinha de resistir, mas meu corpo estava cada vez mais perto da margem.
-Você é sereia? – Eu perguntei.
Mas ela riu, levantou as pernas bem torneadas
– Eu pareço sereia amor? – As pernas me gritaram. Me apertem, elas diziam.
Eu já estava me afundando quando entrei.
– Não sei nadar.
– Eu te salvo. – Eu entrei e ela me beijou, ela me beijou e me segurou.
Ah, mas ela não sabia, não sabia que eu já havia me afogado.

Imagem
Por que tanta roupa meu bem? Fique como ao mundo todos vem.

Fotografia de: Anna Marinho.
Link Facebook Anna F Marinho Photography

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