Persistência sem assistência.

O gato esticado no meio da cama me fazendo ficar encolhido no canto, a cachorra deitada debaixo da cama com os olhos fechados. O pior que a tristeza, a alegria, a dor é o nada, quando você já nada tem. Eu ainda estou sentindo esse cheiro forte e não sei de onde vem. Parece que alguém morreu no meu quarto e o corpo está apodrecendo debaixo da cama.
O nada novamente se mexe dentro de mim, estou lendo um livro que não gosto, é o único que sobrou depois de ter lido todos, ou era esse ou um de romance para mulheres frustradas, não obrigado.
O gato se estica e me olha, passa a língua grossa no meu braço. Me levanto, olho para a cama, olho para o cheiro, não há nada lá. Grito, jogo tudo para o alto e vou embora, o nada me preencheu, e do nada surgiram peixes.

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2 pensamentos sobre “Persistência sem assistência.

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