Se porventura eu não sentisse.

Se porventura eu esquecer como nadar, entrar no mar e afogar, venha com teus braços fortes e me resgate.
Não se esqueça que eu não me esquecerei do teu feito por mim num passado mórbido.
Se por ventura tu me beijar com teus lábios belos e desejados e eles realmente me tocarem eu irei os os morder, os arrancar e os cuspir e os jogarei fora.
Se porventura eu sobreviver eu não me esquecerei de que um dia o amei e você me destruiu.
Se eu sobreviver, cuidado você, que não o irei perdoar, não irei o deixar viver. Eu, serei eu que o matarei.
Se porventura eu me lembrar do teu rosto, dos teus beijos, do teu corpo e esquecer as lembranças das sensações eu irei parar de o amar.
O que eu amo é um fantasma, mas o que eu sinto é concreto, essa dor que me dilacera e tampouco me afetam.
Se porventura eu me lembrar eu irei parar de machucar, preciso de apenas um segundo, preciso apenas de um rosto, preciso reconhecer que o que eu amo não existe que as lembranças se foram e o que ficou me dilacera.

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