História repetida.

(C. V. essa história não é a história, mas talvez seria interessante, não sei, você ler.) 

Essa é a minha história. O incrível? Não há historia, sou tão pacata quanto alguém poderia ser. Sinto-me tão vazia quanto eu poderia sentir. Ah, claro, se levar em consideração que devo ter sangue correndo em minhas veias com moléculas de sedução, não é uma metáfora, nem algo literal, atraio homens bons que gostam de mim e isso não é interessante, nem um pouco, não há necessidade de o dizer, só digo pelo fato de ter algo acontecendo momentâneo relacionado, então considere como um desabafo, e se quiser, como todos, opine, eu gosto de escutar opiniões, me fazem ver o que não vi, em outro ângulo, certo. Não quero escrever minha história, não há nada de interessante para mim, ao menos, escrever sobre. Por isso escrevo, por poder viver várias vidas, por ser várias pessoas, por sentir várias coisas, por não precisar ser eu.
Porque eu já cansei de minha própria companhia, já cansei de olhar no espelho e me ver, eu já cansei de tudo isso relacionado ao meu nome. Não será decepção se não me conhece o suficiente, talvez pode ser apenas um desagrado, talvez eu esteja falando algo que não é relacionado ao assunto, talvez essa não seja a verdadeira eu, pode ser mais uma personagem, pode ser mais um qualquer, pode ser até você.
Estou eu aqui a ponto de cometer uma loucura que acredito firmemente ser um erro, pode ser engano, pode não ser um erro, mas é uma possibilidade e possibilidades, meu caro, não são para serem descartadas. Elas existem.

Cometida eu de uma insanidade sugerida delicadamente a mim própria um dia qualquer, um tempo qualquer ao qual minha fraca memoria não permite lembrar, de acreditar nisso, eu sofro de uma leve insanidade. Não seria algo grave para levar-me a ser lesada, não que não seja, naturalmente.
Meu corpo é tão severo comigo meu em relação a certos sentimentos despertados que eu me assusto com a grande capacidade de ser severo. Não que eu deveria. Não que poderia.
Sou uma covarde eminente, quem me olha acha que sou forte, ou alguns, como dizem, acham nada. Erro deles, engano meu. Tento não entender o que se passa em minha mente, já que são mil coisas ao mesmo tempo, mas não por serem mil coisas que eu não as escuto, não as vejo, as sinto, mas não as entendo.
Minha história não tem começo certo, fim distinto, sou apenas eu e as palavras, sempre foi. 

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4 pensamentos sobre “História repetida.

  1. Todos os personagens, todas os contos, todos os delirios de um escritor são partes dele mesmo, daquilo que ele sonha, daquilo que ele se indigna, daquilo que ele esconde,daquilo que ele verdadeiramente é.
    escrever é uma arte em mergulhar dentro de si, contemplando o exterior…
    Fraqueza e força são opostos que caminham junto. todo mundo é forte e fraco ao mesmo tempo.
    =) Defino minha vida como um grande obra inacabada, indefinida.
    Assim também é muito tudo o q escrevo,faço,vivo.
    Pó de pirlim pimpim pra vc

  2. E então tá. Federico Fellini estava sem ideias, sabia que queria, que precisava fazer mais um filme. Mas estava vazio, lá o italiano. Veja você como são as coisas: como fazer um filme se eu não sei como vai ser o filme? Suspeitava mesmo Fellini que não sabia mais como fazer filmes. Então, e muito então depois deste então e mais uns entãos depois, Fellini fez um filme cujo tema condutor do roteiro era simplesmente não ter ideia para um filme. “Fellini 8 e meio”. Pesquise, veja. Tá lá o Mastroianni no papel do cineasta que acha que nunca mais fará um filme porque está vazio. E não, não me desviei do assunto, minha cara S.E.. Eu pedi uma história e você, sem ideias, me presenteou com uma. Mas não facilito: mais, mais. Menina, menina!

    • Conheço a história dele, ainda não tive a oportunidade de ver o filme. Mas já vi um curto documentário sobre, achei interessante e na época, lembro que me inspirei dele.
      As histórias fazem parte de mim, sempre e sempre será. Não sei a frequência, não sei a qualidade, o conteúdo ou a falta dele, mas estarei eu escrevendo. Você verá!
      Abraços.

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