Verídico, questão de opinião.

São 5:49, eu estou deitado na minha cama, ardendo em febre, respirar dói minha garganta de uma forma agonizante. Estou ensopado de suor, meu corpo faz um movimento leve de sobe e desce com a respiração fraca. Estou olhando o teto, já que não consigo dormir. Nos meus pés dorme meu gato, no chão dorme minha cachorra. Eu me sinto bem acompanhado. Levanto da cama devagar, meu corpo protesta, mas tenho que tomar remédio. Vou até a cozinha acompanhado de Gus e de Dona, eles me seguem sonolentos. Tomo meu remédio e faço um chá de mel. Enquanto estou sentado tomando a goles pequenos eu escuto um barulho de fora. Aos meus pés estão Gus e Dona.
Meu coração bate forte, acabo de tomar o chá e volto para o quarto. Olhando para o teto eu vejo algo se mexendo de soslaio. Minha visão periférica capta algo, mas quando olho não há nada. Continuo suando, meu corpo lateja sobre o calor e dor.
Algo novamente se mexe ao lado, minha visão periférica capta outra vez.
Olho com receio, mas não há nada.
Tento dormir, mas a dor é maior que o sono. Já são 6:34 e eu ainda acordado.
O que se mexeu antes torna a mexer agora. Quando olho meu coração para.
São os olhos, são os lábios, talvez as garras.
Paro de respirar numa tentativa inútil de sumir.
Ela, a coisa, pula em cima de mim.
Tudo se apagou.

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