Toc Toc

Era um homem velho, devia ter seus 70 anos. Estava sentado em sua poltrona, na sua casa. Porém sua casa ficava em uma cidade, digamos, peculiar. Era uma cidade fantasma. A cidade foi abandonado a cerca de 500 anos atrás, quando ouve o surto de zumbis. O mundo praticamente acabou, não existem muitas pessoas como antes, tudo é um lixo. Não se encontra comida ou agua facilmente. Os zumbis, do nada apareceram e da mesma maneira foram erradicados do mundo, mas deu tempo de diminuir a humanidade em 6/8. Vários anos se passaram desde que os zumbis sumiram, e a humanidade tenta se reerguer, porém, é quase impossivel se reproduzir, pois poucas mulheres sobreviveram, e dessas poucas, praticamente todas tem nojo de homens, já que passaram por todo tipo de coisa, desde um simples assedio até estupro coletivo. A humanidade caminhava para seu fim. E o que essa história tem a ver com o velho que citei no começo? Nada, apenas me distrai escrevendo e perdi o foco. Voltando, após todo esse acontecimento, o velho que era um andarilho encontrou a tal cidade fantasma, onde as casas já estavam caindo aos pedaços, mas ele conseguiu encontrar uma em bom estado. E então resolveu viver nela.

Isso aconteceu quando ele ainda era um moço, e sobreviveu nessa cidade fantasma, sozinho, sem contato com qualquer outra pessoa, durante mais de 40 anos. E meio que gostava disso. Tinha comida e agua suficiente pra si, e, com o mundo de pernas para o ar, locais com muitas pessoas,  são locais podres. Ele estava totalmente isolado. Tão isolado, que não chegou a perceber que ele era o ultimo humano que andava sobre esse planeta.

E continuaria vivendo assim, preso em seu mundo, sem saber mais sobre o resto do mundo, naquela cidade sem nada. Apenas esperando o dia em que a morte bateria a sua porta. E estava justamente pensando nisso, sentando em sua poltrona quando ouviu um “Toc Toc” em sua porta. Era estranho, aquela era a cidade mais distante que existia, e precisava-se cruzar um rio violento pra chegar (Esse rio, é um rio de agua mutante, que com a a radiação, praticamente criou vida própria, e quando o homem chegou na cidade, esse rio ainda não havia se corrompido). Foi lentamente em direção a porta, pois já era um velho. Quando chegou, não abriu ela direto, forçou sua voz que não usava fazia anos e disse, quase num sussurro:

– Quem está ai

– Ninguém

– Tudo bem.

O velho voltou para sua poltrona e ficou ali, novamente. Dia após dia. Apenas esperando o momento fatídico em que finalmente morreria, e que a humanidade desapareceria

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