Sinceridade complexa.

Pessoas sinceras surpreendem, mas também irrita. 
– Papai noel não existe, nem coelhos da páscoa e muito menos fada do dente. Acredite. 

Anúncios

Higiene psicológica

Devo ter sérios problemas, ou não, ás pessoas procuram problemas onde não tem. Realmente, tenho sérios problemas, não conheço pessoas que riem sozinhas para o nada, do nada. Que gritam do nada, para o nada. Ou não, sou apenas mais um que se acha estranho no meio de tantos estranhos, ninguém é normal, a diferença é que alguns desenvolvem loucuras num grau maior que os outros.
Droga, odeio que meus dedos enruguem, vou parar de tomar banho. 

Talvez faça sentido.

– Estou novamente com aquela sensação.
– Qual? – Amanda estava regando umas flores rosadas, um pano amarrando os cabelos louros esbranquiçados..
– Ah, lembra que te disse aquela vez, aquela, estranha, não sei explicar.
– Você não está ajudando nenhum um pouco querido. Não me recordo dessa sensação. – Ela limpou o rosto com um pano, tomando cuidado para que as luvas sujas não tocassem o rosto suave. 50 anos juntos, ah, isso é tão bom.
– Querido, se sente, estou terminando aqui, logo eu te busco uma água, talvez um chá gelado, que tal? Aquele que você gosta. – Ela veio até mim e beijou gentilmente minha testa, o perfume floral veio até meu encontro.
– Certo, certo. – A sensação ficou mais forte, não sei o que era, doía muito, não devia ser assim, cai para o lado.
– Querido? Alguém ajude! Socorro! – Ela tinha olhos tão bonitos.
– Seus olhos são lindos. – Tudo escuro. 

Lise.

Eu o vi e senti que ele precisava ser remostrado.

Antagônicos

Jogada na cama, com a minha blusa no corpo suado, e os lábios entreabertos, o cabelo loiro escuro esparramado pela cama, os olhos fechados e a respiração entrecortada.
– Lise, acorda. – Eu a sacudi gentilmente, minha cabeça doía, o cheiro forte de bebida e drogas estavam presentes no quarto.
– Precisamos conversar. Acorda. – Ela se virou para o lado e abraçou o travesseiro.
– Esse quarto está um lixo, tudo está um lixo, acorda agora. – Ela não se mexeu. Estava drogada e bêbada.
Lembro, ah, como lembro. A primeira vez, ela estava dançando com uma blusa curta e branca, a jaqueta preta amarrada na cintura e o corpo num ritmo gostoso.
Um beijo, depois as caricias, lembro da primeira xícara de café, as brigas, as festas.
– Lise? – nenhuma resposta. Ela começou com a vodca, com o conhaque, com o uísque, com a maconha, o cigarro…

Ver o post original 95 mais palavras