O tempo, O fim, O condenado e a Morte. – Não necessariamente nessa ordem

– Ó doce fim, tão amargo quanto tu és.
E as lembranças que me rodeiam são mel ou fel?
Ó doce fim que me embala em teus braços murchos
tão desgastados pelo tempo
Me mostram como um reflexo tão profundo aquilo que já não posso ser.
Ó doce fim, o que faço para aquilo em vida não podes perdoar?
Se fui tão tolo foi porque era jovem e não soube amar
ó doce fim imploro-te que me proporcione uma dor veloz, porque maior dor não é a de lembrar que um dia fui jovem.
Ó, já não sei se tu és doce, mas que me leve nos braços tão murchos consumidos pelo tempo e aceitas meu perdão. – E então o fim o olhou e disse:
– Tu já perdeste a vida e brincaste com o tempo, agora já mais nada posso fazer a não ser leva-lo comigo para a morte eterna.

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