Voltando ao tempo.

Ele morreu, mas ás vezes eu gosto de ficar respondendo as mensagens velhas como se ele as tivesse enviado recentemente. É como se ele estivesse vivo novamente.
Isso dói mais que ter certeza que ele morreu, devo ser masoquista, ou só mais alguém que amou uma pessoa e ela se foi pra longe, fico com os dois. 

O homem e o tempo.

O relógio passa rápido para ele que o olha a cada segundo. Não entende que o tempo não respeita os homens, apenas a si mesmo, ou pensa querer acreditar nisso. Ele prefere guardar como um segredo para si mesmo, um segredo de todos, que os olhos tão ágeis capta nas pessoas, a essência. Os sentimentos são diferentes para cada um, para ele também, ele não os tem, é uma incógnita para si próprio e vive tentando desvendar “Por que sorrir?” e ele ficava tentando sorrir, queria sorrir, ele o faz, mas não há vida no teu sorriso, ele não o sente.
O relógio continua lento e preguiçoso, os segundos passam rápidos. Mais um tempo sem sentir, ele se pergunta “Quanto tempo leva pra sorrir?”. Sem o sorriso ou os sentimentos o tempo continua sem esperar por ele. 

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Quanto tempo leva pra ver o tempo?

 

O tempo, O fim, O condenado e a Morte. – Não necessariamente nessa ordem

– Ó doce fim, tão amargo quanto tu és.
E as lembranças que me rodeiam são mel ou fel?
Ó doce fim que me embala em teus braços murchos
tão desgastados pelo tempo
Me mostram como um reflexo tão profundo aquilo que já não posso ser.
Ó doce fim, o que faço para aquilo em vida não podes perdoar?
Se fui tão tolo foi porque era jovem e não soube amar
ó doce fim imploro-te que me proporcione uma dor veloz, porque maior dor não é a de lembrar que um dia fui jovem.
Ó, já não sei se tu és doce, mas que me leve nos braços tão murchos consumidos pelo tempo e aceitas meu perdão. – E então o fim o olhou e disse:
– Tu já perdeste a vida e brincaste com o tempo, agora já mais nada posso fazer a não ser leva-lo comigo para a morte eterna.